Citricultores paulistas são céticos sobre geada
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quarta-feira, 22 de janeiro de 1997
Agência Estado 
RIBEIRÃO PRETO - Os produtores de laranja da região de Ribeirão Preto estão céticos em relação à nevasca que ocorreu em pomares da Flórida. Há oito anos o frio nos Estados Unidos não se traduz em ganhos significativos para o produtor brasileiro, mas qualquer quebra de safra que for confirmada já porá em funcionamento as calculadoras dos citricultores para computar ganhos que diminuam a penúria dos últimos anos. A indústria exportadora de suco, porém, joga um banho de água fria nos ânimos e garante que não haverá prejuízo para os americanos.
Nós já apanhamos demais nos últimos anos e não ficamos mais eufóricos à toa, diz o produtor e presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga, Marco Antônio dos Santos. Apesar de lamentar que na atual safra os produtores chegaram a vender a laranja por R$ 1,80 a caixa de 40,8 Kg, mesmo patamar de seus custos, Santos acha que para a safra 97/98 uma perda nos laranjais da Flórida viria muito bem para somar com o aumento do consumo interno.
Apanhamos muito
com previsões e
já não ficamos
eufóricos à toa
Nos últimos três anos, o brasileiro multiplicou por três seu consumo de laranja, tanto na mesa quanto nos carrinhos de ambulantes e embalagens longa vida. Também com a ajuda do Plano Real, o mercado interno saltou de 50 milhões de caixas em 1993 para 150 milhões de caixas no ano passado. Novo incremento do consumo é esperado para este ano.
Câncro cítrico Técnicos das secretarias de Agricultura de Minas Gerais e de São Paulo e do Ministério da Agricultura reúnem-se hoje, em Brasília, para tentar chegar a um acordo sobre a proibição da venda em território mineiro de toneladas de laranjas e mudas da fruta produzidas em 37 municípios paulistas.
A proibição vigora desde o final de dezembro, por força de portaria baixada pelo Instituto Mineiro de Agricultura de Minas (IMA).
A intenção do órgão foi evitar que o cancro cítrico, doença bacteriana que atinge milhares de pés de laranja em São Paulo, se instale no Estado.


