Altônia Trinta produtores de laranja de Altônia (76 quilômetros a sudoeste de Umuarama) se associaram e montaram uma unidade de lavagem, classificação e polimento das frutas. A unidade de processamento, chamada packing house, tem capacidade para beneficiar até 120 mil caixas (aproximadamente 4,8 mi toneladas) de laranja por safra. O processo valoriza o produto e pode aumentar em até 50% o lucro dos citricultores.
Segundo o técnico em agropecuária da Emater, Gilberto Aparecido Storti, os produtores podem ganhar até R$ 0,05 centavos a mais pelo quilo da laranja lavada, classificada e polida. O processo permite a seleção dos melhores frutos (classificação) e a melhoria da aparência da laranja (polimento) o que valoriza e facilita venda. A packing house de Altônia vai funcionar 10 meses por ano, o período da safra, beneficiando laranjas pêra, valência, rio e folha murcha, além de outras espécies de citros como limão e poncã.
A unidade custou R$ 137 mil, dos quais R$ 57 mil foram bancados pela prefeitura. O município doou o terreno e o barracão. O restante foi obtido em financiamentos e capital próprio dos produtores associados. Nesta safra, a packing house vai beneficiar a produção dos 30 agricultores associados, mas a intenção é agregar todos os produtores do município. São cerca de 90 citricultores que cultivam 88 mil pés de laranja.
A packing house de Altônia é a segunda montada na região. Ano passado, os produtores de laranja de Umuarama construíram uma unidade de beneficiamento em parceria com a prefeitura e o governo do Estado. A unidade atende cerca de 30 produtores de Umuarama, Perobal, Maria Helena, Cruzeiro do Oeste e Mariluz e beneficiou na primeira safra quase 4 mil toneladas de citros.

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