Citibank vai participar do
leilão de venda do Banestado


Aquisição do Banespa também faz parte do plano de expansão do grupo americano



Cláudia Lopes
De Londrina



Paulo WolfgangMERCADO PROMISSORSouza Amaral, do Citibank, ontem em Londrina: intenção é abrir mais 40 agências no BrasilO Citibank Brasil vai participar dos leilões de privatização do Banestado e do Banespa. A informação é do presidente do Citibank, Alcides de Souza Amaral, que fez palestra, ontem, sobre ‘‘As saídas para a crise brasileira, com enfoque nos problemas econômicos dentro de uma visão globalizada’’, durante almoço com empresários em Londrina.
Amaral disse que a compra de um destes dois bancos estaduais facilitará o plano de expansão do grupo americano no Brasil. A partir do próximo ano, o Citibank pretende abrir mais de 40 agências no País. Atualmente, tem 30 agências principalmente em capitais brasileiras.
‘‘Será mais fácil incoorporar as agências do Banestado ou do Banespa do que abrir uma por uma do Citibank’’, explicou Amaral. O dinheiro deste investimento não é problema, segundo ele. Apesar de não revelar quanto o banco deve gastar no projeto, Amaral afirmou que o Citigroup, do qual o Citibank faz parte, tem um patrimônio de US$ 47 bilhões.
Com sede em Nova Iorque, o Citibank está presente em mais de 100 países. No Brasil, opera há 85 anos. Outros bancos que devem participar do leilão de privatização do Banestado são Itaú, Bradesco, Bozano Simonsen e Unibanco.
O processo de licitação que vai escolher as empresas que farão avaliação e acompanhamento da privatização do Banestado deve ficar pronto no final deste mês. Três empresas participam da licitação: a CCF Francesa, a norte-americana Goldman Sacs e o consócio liderado pelo Banco Fator. O processo de privatização deve começar daqui a um ano.
Na palestra de ontem, promovida pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD/PR), Alcides Amaral defendeu a aprovação das reformas da previdência e fiscal como os principais fatores que vão fazer com que o Brasil volte a crescer de maneira sustentada. Segundo ele, o fato da desvalorização cambial não ter acarretado uma grande inflação, mostra a força da economia e das empresas brasileiras. ‘‘Também precisamos recuperar mercados no exterior para que a exportação volte a crescer’’, afirmou.‘‘O crescimento mundial de 3%, previsto para o ano que vem, deve impulsionar nossas exportações’’.
Na próxima sexta-feira, Amaral viaja para Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde participa, pelo Citigroup, da reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) com representantes de todos os países membros no final de semana. ‘‘Os problemas do Brasil não estão na pauta de discussões’’, contou ele, que acredita no cumprimento das metas fixadas entre o governo brasileiro e o FMI. ‘‘Ao longo dos três anos, deverão haver, porém, pequenos ajustes no acordo’’, admitiu.

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