O aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% para 15%, que passou a vigorar na última sexta-feira, deverá provocar uma redução da carteira de financiamentos dos bancos para pessoas físicas. A previsão foi feita ontem pelo presidente do Citibank, Roberto do Valle, que esteve em Curitiba para o lançamento de um programa educacional. Segundo a estimativa de Valle, o número de empréstimos deve crescer 20% menos do que a estimativa feita para este ano por causa do IOF.
O volume de financiamento deveria crescer 50% até o final do ano, mas o índice deve ficar em torno de 30%. O banco tem uma carteira de ativos de R$ 600 milhões para pessoas físicas e de R$ 4 bilhões para empresas.
Mesmo com a redução, o presidente do banco não reclama da medida do governo federal. ‘‘Foi um mal necessário, pois alguma coisa tinha de ser feita. Se esta é a alternativa mais correta, só o tempo vai dizer’’, avaliou. A norma foi imposta para reduzir as importações e frear o consumo.
O Citibank não pensa em alternativa para reduzir o impacto do aumento da taxa do IOF. Mas o banco tem uma série de estratégias para tentar atrair o cliente e como consequência aumentar a participação no mercado financeiro. Uma das metas é aumentar os serviços. Hoje, o crédito rural para agricultores só é oferecido nas agências das cidades de Ribeirão Preto (SP), Recife (PE) e Curitiba, por exemplo.
Entre os planos do Citibank está a ampliação do número de agências de 23 para 70 num prazo de cinco anos. Uma das novas filiais será em Curitiba. A previsão é abrir a segunda agência curitibana até o final deste ano. O Citibank tem 40 mil clientes em todo o Estado, sendo 10% pessoas físicas. Em todo o País são 100 mil correntistas. A intenção é dobrar o número nos próximos três anos.
A entrada no mercado financeiro do banco inglês Hong Kong and Shangai Banking (HSBC), que comprou o Bamerindus, estimulou o Citibank a investir no País. ‘‘A entrada do HSBC pode acelerar os planos de crescer no Brasil’’, afirmou Vale.

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