Circuito Leste ganha status de área livre de aftosa
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quarta-feira, 30 de maio de 2001
Gecy Belmonte Agência Estado 
O Escritório Internacional de Epizootias (OIE), com sede em Paris, concedeu ontem o título de livres da febre aftosa com vacinação aos rebanhos bovinos do chamado Circuito Pecuário Leste, formado pelos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, leste de Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Tocantins e pelas zonas tampão (cinturões que protegem as zonas livres da doença das áreas infectadas) de Goiás, Mato Grosso e parte de São Paulo.
Com isso, o Brasil contará com um rebanho bovino de 116 milhões de cabeças de gado consideradas livres da febre aftosa com o uso de vacina. O rebanho bovino do País é de 167 milhões de cabeças.
O diretor da Divisão de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Rui Vargas, disse que agora os Estados do Circuito Leste poderão habilitar-se a exportar carne bovina para industrialização, ou seja, para ser processada no país importador. Atualmente, o Circuito Leste só exporta carne maturada (submetida a uma temperatura de dois graus centígrados durante um período de 24 horas).
O diretor da Divisão de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Rui Vargas, esclareceu que, com a decisão o Escritório Internacional e Epizootias, fica faltando ao Brasil a certificação de livre da aftosa com vacinação para os Circuitos Pecuários Norte e Nordeste, além de regularizar a situação do Circuito Pecuário Sul (formado por Santa Catarina e Rio Grande do Sul e parte do Paraná).
O Circuito Pecuário Sul obteve o status concedido pelo OIE de livre da aftosa com vacina em maio do ano passado. Acabou, no entanto, perdendo esta condição em agosto do mesmo ano, devido ao ressurgimento da aftosa no município de Jóia.
Desde então, essa região não possui classificação do OIE, segundo Rui Vargas. A intenção do Ministério da Agricultura era pleitear a concessão do título de livre da doença sem vacina no início deste mês. Esta expectativa, no entanto, foi frustrada, com o surgimento, no mês passado, de novos casos da doença no Rio Grande do Sul.


