Cinco londrinenses estão entre as mil maiores empresas
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sexta-feira, 06 de setembro de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
Londrina tem cinco empresas entre as mil maiores do País, das quais quatro ligadas ao agronegócio e uma, à construção civil, segundo ranking divulgado neste mês pela revista Valor1000, do jornal Valor Econômico. A campeã local foi a Belagrícola, seguida pela Integrada Cooperativa Agroindustrial, o Grupo Plaenge, a Milenia Agrociências e a Companhia Cacique de Café Solúvel.
Todas as empresas tiveram crescimento na receita líquida acima de 10% e ganharam posições no ranking. A Belagrícola teve receita líquida de R$ 1,659 bilhão em 2012, valor 12,5% maior do que em 2011. A Integrada contou com alta de 12,2% e rendimento de R$ 1,477 bilhão. Única sem relação com o agronegócio, a construtora Plaenge contou com variação positiva de 18,4% e atingiu R$ 848,8 milhões. Pela primeira vez no ranking, a empresa química Milenia teve crescimento de 22,6% no rendimento, que foi de R$ 781,6 milhões. Por fim, a Cacique contou com alta de 27,2% na receita, que fechou em R$ 715,9 milhões.
Campeã londrinense, a Belagrícola mantém um plano de expansão anual que inclui a construção de cinco novas unidades de recebimento de grãos ao ano. "Entramos na Região Sul do Paraná em 2011 e na de Itapeva no ano passado", conta o vice-presidente da empresa, Flavio Barbosa Andreo. O planejamento faz com que a expectativa para 2013 seja de atingir os R$ 2 bilhões de receita líquida, em um cenário distante das previsões pessimistas de economistas para o crescimento do País neste ano. "Estamos mais conectados à realidade do agricultor do que com a da economia, e o produtor vem gerando muita renda no campo."
Novos saltos
Superintendente da Integrada, Jorge Hashimoto afirma que o crescimento se deu pela ampliação de negócios dos mais de 7 mil cooperados em 43 municípios. Com investimentos de R$ 135 milhões na já inaugurada unidade industrial de sucos em Uraí e nas futuras instalações da de milho em Andirá e na de ração em Londrina, a expectativa é aumentar a receita em 15% neste ano. "Nosso objetivo é criar alternativas de renda para o produtor e agregar valor aos produtos primários", diz.
Na Plaenge, o diretor Alexandre Fabian estima ampliação de 15% a 20% nas vendas neste ano. São R$ 900 milhões em lançamentos para 2013 em 25 empreendimentos, de um total de 136 torres que estão em construção. Com obras residenciais e industriais em 18 estados, no Chile e na Venezuela, ele enaltece a formação de Londrina como uma cidade vertical para falar do desenvolvimento da construtora. "É preciso entender que a Região Sul é a segunda maior do País e a maior construtora não é de Curitiba ou de Porto Alegre, mas de Londrina, uma cidade do interior."
Foco internacional
O presidente da Milenia, Rodrigo Gutierrez, considera que a mudança de postura nos últimos três anos levou ao resultado. Com a participação de um grupo chinês como acionista desde 2011, o grupo voltou a exportar em 2012, sem abandonar o mercado interno. "Tomamos a decisão radical de deixar de ser uma empresa focada apenas em genéricos para passar a produtos diferenciados", diz. No País, a estratégia foi contratar mais. "Buscamos nos aproximar mais dos nossos clientes, investimos no nosso quadro e temos 50% mais funcionários do que há três anos", conta. A Milenia prevê investimento médio de US$ 5 milhões e elevação de 5% a 10% no número de empregados, principalmente vendedores, nos próximos anos.
O diretor de Controladoria e de Relações com Investidores da Cacique, Paulo Roberto Ferro, também vê a combinação de aumento de exportações e de consumo interno como motor da empresa. "A valorização do real nos anos anteriores fez com que a Cacique perdesse competitividade no mercado externo. Com essa desvalorização, estamos ficando cada vez mais competitivos", conta. De olho no mercado, houve investimento na modernização de plantas, o que deve continuar a ocorrer nos próximos anos.



