A primeira rede de distribuição de gás canalizado do Paraná começou a atender ontem cinco empresas da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Seu consumo diário será de 30 mil metros cúbicos. O lançamento do projeto ocorreu na manhã de ontem, na indústria Peróxidos do Brasil - fabricante de água oxigenada - na CIC. ‘‘O Paraná dá hoje um passo fundamental para o nosso processo de desenvolvimento’’, disse o governador Jaime Lerner.
‘‘Estamos montando uma grande rede de distribuição que integrará todas as regiões do Paraná com o gás, ampliando ainda mais os projetos de geração de empregos do nosso Estado.’’
O gás canalizado, que, no caso das indústrias, substitui o carvão ou o óleo na obtenção de energia, é menos poluente e pode vir a custar menos em médio ou longo prazo.
Até abril de 1999, outras dez empresas estarão recendo o gás refinado. A partir daí, o consumo aumentará para 165 mil metros cúbicos. A capacidade da usina é de 250 mil metros cúbicos diários.
A intenção é que o gasoduto faça distribuição para cerca de 170 indústrias. A partir do próximo ano, residências e mercado automotivo serão os novos alvos do projeto, segundo o diretor presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagás), Luiz Roberto Bruel.
Hoje, o gasoduto tem 53 quilômetros e vai da Cidade Industrial a Campo Largo. Em 1999, serão construídos mais 200 quilômetros até Ponta Grossa. No ano 2000, o projeto será ampliado novamente. ‘‘Ainda não está definido se será ao Norte ou ao Sul de Curitiba’’, afirmou Bruel.
O gás que está sendo mandado para as empresas é refinado e fornecido pela Petrobrás. A partir de novembro do próximo ano, as indústrias receberão o gás natural, do gasoduto da Bolívia. Serão um milhão de metros cúbicos por dia. São Paulo já começou a receber nesta semana.
Experiência - A primeira empresa a fazer experiência com o gás canalizado foi a Peróxidos do Brasil. Há dois meses, começou a usar o gás refinado no lugar da queima de óleo. ‘‘Ele é mais compatível com o meio ambiente e permite maior controle’’, disse o gerente de logística da empresa, Sérgio Zini. ‘‘O gás vai trazer competitividade no futuro. Se o preço diminuir, poderemos usar o gás para também gerar matéria-prima.’’
A rede de distribuição de gás também está ligada às indústrias Phillips Morris Marketing S.A., Gerdau S.A, Adesi Indústria e Comércio de Adesivos e Novo Nordisk.Energia alternativaO governador Jaime Lerner com Luiz Roberto Bruel, da Compagás, na inauguração da rede de distribuição de gás, ontem, na indústria Peróxidos do Brasil: ‘‘passo fundamental para o desenvolvimento’’Da Redação

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