CIFRAS DA CULTURA - O dinheiro que vem da cultura
Não existem dados precisos para medir o impacto das atividades culturais sobre a economia londrinense. Mas uma conta simples, a partir dos orçamentos dos principais projetos realizados na cidade, revela uma cifra de R$ 5,9 milhões anuais. A maior parte desses valores, cerca de R$ 3 milhões, vem do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).
Quase a totalidade do restante, R$ 2,9 milhões, são recursos arrecadados por meio de leis de incentivo estadual e federal. Uma pequena parte é gerada nas bilheterias das apresentações artísticas e em oficinas e cursos ministrados pelos produtores culturais.
Segundo o secretário municipal de Cultura, Leonardo Ramos, cada projeto aprovado pelo Promic gera de 6 a 7 postos de trabalho. A grande maioria, no entanto, é informal. Ele ressalta ainda que as atividades culturais demandam serviços formais que geram ISS para o Município, tais como os de gráfica, de transporte e de costura. Além disso, a cada espetáculo apresentado, floriculturas, hotéis e restaurantes são beneficiados, ressalta.
Questionado sobre a pequena participação de recursos privados na cultura local, ele alega que esta é a realidade de muitos países, não só do Brasil. Ramos observa ainda que, apesar de públicos, boa parte dos recursos captados pelos grandes eventos de Londrina vem de fora. O Filo (Festival Internacional de Londrina), por exemplo, só recebe R$ 350 mil do município. O resto é dinheiro que vem para a economia local.
● Criado em 2002 com o objetivo de propiciar os recursos financeiros necessários para a execução da Política Cultural de Londrina
● Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza, o ISS é cobrado pelos municípios de empresas ou profissionais autônomos prestadores de serviços





