Londrina tem uma ''indústria invisível'' que gera conhecimento e contribui para o desenvolvimento econômico regional, transformando-se em uma fonte de riquezas. São os institutos de pesquisa e universidades que tornam a cidade altamente atrativa para empresas que têm como base a ciência e a tecnologia.
Os números provam isso. A produção de Ciência & Tecnologia em Londrina fechou 2007 movimentando mais de R$ 240 milhões. O montante em recursos é atingido considerando-se apenas os orçamentos previstos pelas três principais instituições geradoras de C&T do município: Embrapa Soja, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Essas instituições de pesquisa e ensino superior de Londrina geram tecnologia, informação e mão-de-obra qualificada. ''Esses elementos foram grandes atrativos para importantes empresas como a multinacional Sandoz (Hexal), em Cambé, e as empresas que vão produzir software corporativos'', analisa o coordenador técnico da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina e Região/Sistema de Informação e Apoio a Projetos (Adetec/SIAP), Paulo Varela Sendin.
O trabalho do Iapar é exemplar nesse sentido. As pesquisas que geraram novas tecnologias alimentaram o desenvolvimento da economia em todo o Estado, explica o diretor científico do instituto, Arnaldo Colozzi Filho. ''Essas tecnologias, como novas variedades de plantas e sementes, equipamentos e processos foram utilizados pelas indústrias de transformação, pelas produtoras de insumos agrícolas, pelos fabricantes de máquinas e implementos'', comenta.
O Iapar trabalha em 15 programas de pesquisa com 225 grandes projetos de pesquisa em andamento. Depois de desenvolver centenas de novas variedades de plantas e sementes, modelos de cultivos, o instituto segue firme no seu propósito de desenvolver a agropecuária paranaense. E, cada vez mais, o modelo conservacionista adotado pelo Iapar vem ganhando espaço.
''Porque uma coisa é desenvolver tecnologia, outra é ver a mesma ser adotada. Hoje a população está mais atenta nas questões ambientais e com isso conseguimos maior aceitação dessas tecnologias e maior apoio político para que elas se desenvolvam'', comenta Colozzi Filho.
Um dos programas de destaque do Iapar é o do Biocombustível, que busca matérias-primas alternativas para a geração de bioenergia. Mas com a preocupação de que não haja uma troca da produção de alimentos pelo biodiesel. ''Queremos é trazer mais uma alternativa de renda para o produtor rural'', explica o diretor científico do Instituto Agronômico.

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