São Paulo - A Cielo está se reposicionando para se manter relevante no mercado de meio de pagamentos, que está recebendo uma enxurrada de novos entrantes à medida que a tecnologia de pagamento por celular se desenvolve. Dona de 53,4% de um setor que movimenta mais de R$ 1 trilhão por ano, a companhia quer deixar de ser conhecida como uma empresa de "maquininhas" de cartões. Para isso, mudou até seu slogan: virou uma "máquina de ideias".
O desafio da Cielo não é apenas inovar, mas trazer novos serviços ao lojista e ao cliente pessoa física. Para mudar de mentalidade, a Cielo reorganizou sua estrutura comercial e também sua diretoria, promovendo jovens talentos. O vice-presidente de produtos e negócios Danilo Caffaro, de 34 anos, faz parte dessa "nova geração". Para ele, a Cielo não pode ser mais definida apenas como uma companhia de serviços financeiros. Hoje, para atender o cliente, precisa entender - e muito - de varejo e tecnologia. Em outras palavras: a Cielo precisa dar subsídios para ajudar seu cliente a vender mais.
Na lista dos produtos prontos para sair do forno da Cielo, estão ainda uma versão customizada do serviço de big data (trabalho de inteligência de dados) para as pequenas e médias empresas, o Farol, que será lançado neste mês.
Outra novidade, lançada em abril, é a máquina Cielo Lio, que não só capta pagamentos. Repaginado tanto no aspecto físico quanto no software embarcado, o terminal serve também para ajudar o comerciante ou prestador de serviço a gerir seu negócio.

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