Cide aliviaria pressão do câmbio
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de dezembro de 2002
Agência Estado 
Rio - O presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), João Pedro Gouvêa Vieira, disse ontem que a entidade, que reúne as maiores empresas do setor, apóia a proposta petista de utilizar o imposto sobre os combustíveis para amortecer os repasses do câmbio ao preço final dos produtos. A proposta, em discussão no Congresso, prevê a utilização da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para formar uma espécie de colchão que permitiria ao governo segurar os preços em caso de alta excessiva do câmbio ou do petróleo no mercado externo.
''Apoiamos o uso da Cide para neutralizar a volatilidade'', disse, em encontro de fim de ano com analistas. A entidade representa 76% do mercado de combustíveis e cobra regras mais claras para a formação dos preços para viabilizar investimentos e importações. ''O mercado abriu, mas não abriu. Os preços não foram equalizados aos do mercado externo'', avaliou o executivo.
Para o Sindicom, o aumento na alíquota da Cide proposta pelo PT no Congresso não significará, necessariamente, um aumento no preço dos combustíveis. ''Espera-se que o preço internacional caia em janeiro, como ocorre normalmente. Assim, o governo poderia aumentar o imposto sem mexer no preço final do produto'', disse o vice-presidente da entidade, Paulo Borgerth. Por outro lado, não haveria uma redução no preço, como era de se esperar em caso de queda do câmbio e do preço dos derivados no mercado externo.
O aumento da alíquota do imposto federal sobre os combustíveis é uma das medidas propostas para fazer da Cide um colchão para amortecer os efeitos da volatilidade do mercado no preço final dos combustíveis.


