Cidades podem impulsionar profissões
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sexta-feira, 16 de junho de 2006
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A cidade de Curitiba é a quinta melhor para fazer carreira profissional, segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro e publicada neste mês na revista Você S/A. A Capital paranaense só perde para São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte. Curitiba ocupava a 8 posição no ranking em 2004 e, no ano passado, subiu para a 7 colocação. Londrina ocupa a 26 posição entre 126 cidades da lista. No levantamento realizado no ano passado, Londrina aparecia na 41 posição.
A pesquisa, que existe desde 2002, considera indicadores como educação, saúde e o vigor econômico de cada município e utiliza dados do Ministério de Educação e Cultura (MEC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Secretaria do Tesouro Nacional e Datasus (área de saúde).
Outras cidades paranaenses que foram citadas na pesquisa são Maringá (27), São José dos Pinhais (75), Foz do Iguaçu (78), Ponta Grossa (81) e Guarapuava (88).
Para o professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape/FGV) e coordenador do Centro de Estudos de Carreira, Moisés Balassiano, Curitiba atingiu a quinta colocação por apresentar bom desempenho nos itens que fazem parte da pesquisa. Segundo ele, Londrina subiu no ranking porque melhorou os resultados nos fatores que fazem parte do levantamento como número de matrículas nos cursos de graduação, número de cursos de graduação, mestrado e doutorado, arrecadação de ISS (Imposto sobre Serviços) per capita, PIB (Produto Interno Bruto) per capita, número de leitos em hospitais e número de profissionais de sa© úde como médicos e enfermeiros.
De acordo com Balassiano, os fatores que contribuem para a carreira são as oportunidades que a pessoa tem de se desenvolver profissionalmente e as possibilidades que o município tem nas áreas de educação, vigor econômico e saúde. O que influi negativamente na carreira é a falta de disponibilidade de serviços de capacitação e a falta de oportunidade de rotatividade dentro das empresas.
Para o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro, um dos fatores que contribuiu para Curitiba ficar nas primeiras posições é o nível de escolaridade. Além disso, os investimentos realizados na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) para abertura das montadoras e de empresas no setor metal-mecânico também influenciaram positivamente.
Cordeiro destacou que dados do Ministério do Trabalho apontam que a RMC é a quinta com maior número de empregos entre as capitais. A média salarial da cidade é de R$ 1.250 e só perde para São Paulo (R$ 1.461), Porto Alegre (R$ 1.308) e Rio de Janeiro (R$ 1.299). No entanto, o Dieese estima que Curitiba e Região Metropolitana tenham 200 mil desempregados.


