O empresário Flávio Meneghetti, dono da Fiat Marajó e presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foi o presidente do Comitê Executivo do PDI. "Foi uma parceria muito importante, um envolvimento grande da comunidade para fazer o plano", recorda. Segundo ele, a ideia de buscar a industrialização da cidade nasceu dentro de um contexto de baixa autoestima. "Londrina tinha perdido a cervejaria, havia importantes lojas fechando", declara.
O engenheiro civil Robinson Antonio Vieira Borba participou da fase de elaboração do plano. "Junto com o Valter Guimarães, executivo da Petróleos Ipiranga, londrinense amigo meu de infância, havíamos percebido a necessidade de identificar oportunidades para industrializar Londrina", lembra.
Borba diz que, junto com o amigo, procuraram Meneghetti e outros empresários da cidade. Ele lamenta que a proposta não tenha sido institucionalizada. "Fatores políticos junto à crônica falta de dinheiro nos cofres municipais afetaram a implantação do PDI", alega.
Ele acredita que é possível resgatar e atualizar o plano. "A metodologia continua válida e o estudo necessita de uma reavaliação da estratégia quanto aos objetivos e setores industriais que deveriam ser objeto de nova pesquisa e análise", declara. (N.B.)

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