Cidade virtual é criada com base em temas mais debatidos
Curitiba - A CICI 2011 teve a criação de uma cidade virtual - representada em telões - que foi construída de acordo com a participação das pessoas nas palestras do evento. Cada participante recebia um crachá com identificação e ao passar em um leitor de código de barras instalado no local, apareciam todas as palestras que a pessoa assistiu. Ao mesmo tempo, eram lançadas na tela as pessoas que se conectavam com as mesmas ideias.
A partir dos assuntos mais procurados no evento, eram construídas imagens na cidade como uma antena representando a internet, uma academia de ginástica ao ar livre, um carro elétrico, entre outros. A cidade virtual teve quatro meses de trabalho para ser idealizada.
A forma como as pessoas interagiam com o evento, as palestras de que participavam e as pontes que estabeleciam com outros cidadãos é que determinavam como a Cicity crescia e se desenvolvia - como acontece em qualquer cidade do planeta. Durante todo o evento, a cidade sofreu transformações de acordo com os temas que despertaram interesse e geraram mais interação.
Ao refletir e discutir inovação, criatividade e sustentabilidade com outros participantes, a pessoa se tornava agente da construção e do desenvolvimento desse espaço urbano ideal. Isso porque os temas em destaque durante o evento foram responsáveis por direcionar a estruturação e o desenvolvimento da cidade virtual.
Ao final da CICI 2011, os dados gerados na cidade virtual seriam disponibilizados para todos como forma de prestação de contas aos cidadãos da Cicity. As palestras e temas mais vistos, bem como as imagens da evolução da cidade virtual ao longo da conferência vão balizar os temas mais discutidos e de maior repercussão para compor a próxima edição do evento.
Balanço
Participaram da Conferência, que terminou ontem, 3,5 mil pessoas. A CICI 2011 reuniu em um mesmo espaço representantes de 500 municípios do Brasil e do exterior, num dos maiores eventos sobre sustentabilidade e desenvolvimento urbano do mundo. Durante quatro dias, 203 conferencistas se dividiram em 97 painéis, deram exemplos de inovação urbana, falaram sobre o futuro das cidades e a participação de poder público e cidadãos no progresso econômico e social.
Para o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, os números da segunda edição da conferência demonstram a preocupação e o engajamento cada vez maior da sociedade civil organizada com o desenvolvimento sustentável das cidades. ''A sustentabilidade deixou de ser um discurso e passou a ser uma necessidade para as pessoas. É gratificante ver que a semente que a Fiep plantou lá atrás gerou essa árvore do desenvolvimento sustentável do planeta'', comenta. (A.B.)





