Cidade precisa investir em ciências exatas
Se quiser se industrializar, Londrina terá de investir mais na formação de mão de obra em ciências exatas, principalmente em engenharias. Esta foi uma das principais conclusões da terceira edição do EncontrosFolha, promovido pelo Grupo Folha de Comunicação, na última quarta-feira, no Hotel Blue Tree. O tema do evento foi "Qualificação de mão de obra como fator de desenvolvimento regional".
O encontro contou com palestra do psicólogo e professor da Fundação Dom Cabral, Sigmar Malvezzi, e com um painel do qual participaram o reitor da UniFil, Eleazar Ferreira; o presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Júlio Suzuki; e o vice-presidente da Agência Terra Roxa de Desenvolvimento, Fernando Kireeff.
"Quando a gente vai conversar com empresários interessados em investir em Londrina, a primeira pergunta que eles fazem é: quantos engenheiros vocês formam?", contou o representante da Terra Roxa. Em sua apresentação, Fernando Kireeff mostrou números comparando o porcentual de estudantes de exatas da Universidade de São Paulo (USP) com o da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
"Estamos investindo pouco nesta área e as empresas quando pensam em investir num local percebem essa questão", afirmou. Ele disse que esta situação ficou muito clara quando a agência tentou trazer a fábrica taiwanesa Foxconn para Londrina. "Eles nos disseram que tínhamos poucos engenheiros."
O painelista ressaltou que é preciso mudar este cenário. "Fomos muito bem sucedidos nos investimentos nas áreas biológicas e humanas. A gente deveria estabelecer o século 21 como o das exatas"
São 34% na USP e 18% na UEL
Na UEL, são apenas 70 vagas na engenharia civil e 40 na engenharia elétrica
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





