Londrina não dispõe de mão-de-obra qualificada suficiente para suprir as indústrias. O problema não deve afetar a Dixie Toga, que está treinando os novos funcionários. A preocupação do diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Londrina, Moacir Barbosa Vieira, é que a escassez de trabalhadores especializados obrigue a Beta-Sul a trazer mão-de-obra de fora. Segundo ele, cerca de 150 pessoas da área estão desempregadas.
‘‘A prefeitura tem que começar a se preocupar imediatamente em formar serralheiros, torneiros, ferramenteiros e frezadores’’, afirma Vieira. ‘‘O Sindicato pode ajudar a treinar esta mão-de-obra. São necessários pelo menos seis meses para preparar o pessoal. Há três anos, o Sindicato formou 12 torneiros mecânicos. Todos estão empregados.
O diretor do Senai, Maurílio Fregonezi, conta que a entidade vai treinar 560 funcionários para a Beta-Sul. ‘‘Só dependemos do recrutamento e seleção para saber qual tipo de treinamento e a quantidade de pessoal a ser treinado a partir de janeiro’’, diz. Na semana passada, o Senai entregou certificados para os participantes de um curso de mecânico de manutenção para operadores de máquinas. ‘‘Estamos com seis turmas com 20 trabalhadores em cada. Alguns, devem ser absorvidos pela Dixie Toga’’, afirma.
O piso inicial de um metalúrgico em Londrina é R$ 215 e o salário de um soldador varia de R$ 500 a R$ 600. O frezador, o ferramenteiro e o torneiro mecânico ganham entre R$ 700 e R$ 800 por mês. Já o piso mínimo da categoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústrias de Material Plástico no Norte do Paraná é de R$ 192.

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