A falta de solos industriais no município deve ser resolvida depois da liberação da Cidade Industrial de Londrina, segundo o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani.
A liberação está dependendo da elaboração de um plano diretor, que vai agrupar indústrias do mesmo segmento dentro da Cidade Industrial. O escritório de arquitetura responsável pelo projeto está sendo escolhido, segundo o diretor técnico da companhia, Paulo Bombassaro. ‘‘A previsão é de que daqui a 60 dias o plano diretor esteja pronto. A partir disso, a prefeitura vai começar a comprar os terrenos, assentando as empresas’’, acredita. A Cidade Industrial de Londrina tem 412 alqueires.
A escassez de solos industriais foi apontada como um dos pontos negativos do município pelo PDI - Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina, elaborado pela Andersen Consulting. Atualmente, a Codel dispõe de apenas seis terrenos - de mil metros quadrados cada - no Parque Kiugo Takata, no Parque Ouro Branco (Cilo 5). Os preços variam de R$ 13 mil a R$ 27 mil e o pagamento pode ser dividido em 18 parcelas fixas. Bombassaro calcula que estes preços correspondam a 50% do valor de mercado.
Até hoje, a Codel loteou seis áreas industriais na cidade, que correspondem a 101 metros quadrados. Todas estão praticamente lotadas. ‘‘Em alguns parques industriais existem terrenos que estamos tentando retomar na justiça já que os proprietários não construíram as empresas’’, diz Bombassaro. Para evitar problemas deste tipo, a Codel ficou mais rígida na seleção dos interessados. ‘‘Os empresários têm que apresentar um estudo ou projeto do que pretendem fazer. A falta de solo é um problema tão sério que, se uma grande empresa resolvesse se instalar hoje em Londrina, a prefeitura teria que sair em busca de terreno’’.
Apesar de estar investindo pesado na atração de novos investimentos - com viagens constantes a outros Estados e países -, Canziani garante não estar deixando as empresas londrinenses de lado. ‘‘Temos feito reuniões com empresários. Já conversamos com representantes das empresas farmacoquímicas, de alimentos, têxtil e de eletroeletrônico’’. (C.L)

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