Dorico da SilvaAlex Canziani, o arquiteto Wilheim e o prefeito Belinati: visão socialO arquiteto Jorge Wilheim apresentou ontem o plano diretor da Cidade Industrial de Londrina (CIL), em café da manhã com o prefeito Antonio Belinati, o presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), José Carlos Gomes de Carvalho, lideranças e empresários. O salão principal do Hotel Sumatra permaneceu lotado no período da apresentação, das 9 às 10h30.
O trabalho da empresa Jorge Wilheim Consultores Associados, de São Paulo, foi exposto ao público em telão, maquete e em cópias do projeto afixadas no hall, especificando as obras indicadas por um dos mais renomados arquitetos da atualidade, do Brasil e do exterior.
Wilheim abriu sua exposição dizendo que Londrina redescobre a industrialização como um processo a ser implantado dentro de uma visão social e urbanística. O arquiteto explicou que os 412 alqueires disponíveis para a CIL na Zona Norte, reúnem, na área norte, dois lagos, bosque, parques temáticos, via-parque, pousada, shopping e centro tecnológico, além de fábricas e escritórios. Ficarão nesta área as indústrias Dixie Toga, Beta-Sul e Herbitécnica.
A Dixie, em construção, no início do ano deve começar a produzir copos e pratos descartáveis, entre outros produtos. A empresa terá duas unidades de produção em Londrina - ontem, na solenidade, Belinati falou da possibilidade de receber uma terceira unidade da Dixie. A Beta-Sul é uma metalúrgica com instalação confirmada para o próximo ano e a londrinense Herbitécnica é a primeira empresa em funcionamento na CIL, ocupa 40 hectares.
Para a área sul o arquiteto projetou um lago, centro esportivo, via-parque, museu da agroindústria, central de cargas, setor atacadista, usina de reciclagem de resíduos industriais e hotel. O Centro de Eventos e o Teleporto - dois grandes projetos do município - também foram incluídos na área sul, assim como a criação de uma vila de artesãos e de um bairro europeu.
Wilheim elaborou seis modelos de condomínios industriais para baratear os custos de implantação de pequenas e médias empresas. Distribuídos em diversos setores da CIL, os condomínios poderão ser feitos em lotes ou galpões para aquisição ou locação, dividindo alguns serviços comuns - portaria, estacionamento, refeitório e central telefônica, por exemplo. O modelo que ele citou tem em média 50 metros quadrados cada um, em lotes de 2 mil a 8 mil m2, e galpões de 500 a 2 mil m2. ‘‘É um projeto para 20 anos’’, adiantou o arquiteto.
Em seu discurso, o vice-prefeito Alex Canziani, presidente da Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina), enfatizou a preocupação da Prefeitura e da Câmara de Vereadores com a geração de empregos e de oportunidades de negócios no município. Também anunciou que a partir de janeiro duas novas indústrias estarão gerando mais de 400 empregos na cidade.
Falaram, em seguida, o presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Abílio Medeiros; o presidente da Câmara, Adalberto Pereira da Silva; José Carlos Gomes de Carvalho e Antonio Belinati. ‘‘Carvalhinho’’ achou o projeto fantástico, mas alertou para a necessidade futura de preparar a mão-de-obra. O que pode ser feito, segundo ele, através do Sesc, Senai e Senac.
O prefeito Antonio Belinati lembrou de outros profissionais famosos contratados por ele em outras épocas para ‘‘construir’’ Londrina (Jaime Lerner e Cássio Taniguchi, Sérgio Motta, Oscar Niemeyer). Falou que ‘‘agora, sim’’, Londrina trabalha em parceria com o governo do Estado.

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