Embora públicos e gratuitos, dois dos cursos oferecidos pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR), em Londrina, só conseguiram preencher metade das vagas na seleção feita em novembro de 2010. Faltaram candidatos para Técnico em Informática para Internet e Técnico em Saúde Bucal. No último sábado, depois de uma maratona de divulgação nas escolas da cidade durante duas semanas, foi realizada uma nova seleção.
A diretora do campus de Londrina, Edilomar Leonart, garante que há muito mercado de trabalho para ambas as profissões. O problema, na opinião dela, é que a cidade ainda não conhece a instituição, que foi instalada em 2009, ao lado do prédio da antiga Associação Odontológica. ''Londrina ainda não sabe que nós existimos'', declara.
O instituto oferece cinco cursos técnicos com duração de dois anos e um de graduação, que dura três anos (ver quadro). Todos exigem certificado de ensino médio, com exceção do de internet, que também aceita alunos do segundo e terceiro anos do antigo segundo grau.
Alguns dos cursos tiveram concorrência razoável na seleção de novembro. O de técnico de enfermagem, por exemplo, teve 99 inscritos para 30 vagas, ou seja 3 candidatos por vaga. Para Protése Dentária, a concorrência foi maior: 160 candidatos para 30 vagas (cinco por uma).
A partir de abril, a instituição também irá oferecer o curso de inclusão digital, com 80 horas de duração. Ele será realizado na sede do IFPR e nas escolas da cidade. Segundo a diretora, o instituto ainda aguarda a doação de um terreno pela Prefeitura para instalar uma nova sede na zona norte de Londrina.
ALUNOS
A jovem Débora Reis tem 17 anos e acaba de concluir o ensino médio. Ciente de que a informática é fundamental para o exercício de qualquer profissão, ela resolveu se matricular no curso para Técnico em Informática para Internet do IFPR. Durante dois anos, ela vai estudar todas as tardes e espera que este esforço a ajude a abrir portas do mercado de trabalho no futuro. ''No segundo semestre, já vou buscar algum estágio em empresas'', conta.
Bem mais velho, o colega Luís Cláudio Cunha de Souza, 38 anos, se matriculou no mesmo curso por dois motivos. Bailarino do Balé Municipal há 10 anos, ele administra um site de dança. ''O curso é uma forma de eu fazer o site ficar mais funcional'', explica.
O segundo motivo é que, na idade em que se encontra, Souza sabe que não terá muito mais tempo em cima dos palcos. ''É uma segunda profissão que eu posso exercer paralelamente.''

mockup