A nova diretoria da Autarquia Municipal de Saúde, que assumiu no começo do ano, está tomando conhecimento da realidade agora e diz que ainda não tem noção de quanto é o déficit do SUS junto aos hospitais de Londrina.
Mas a reclamação de atraso no repasse de verbas, feita pelo Hospital Evangélico, trouxe de volta uma antiga discussão sobre o atendimento prestado pelo setor em Londrina às pessoas que procedem de outras cidades e estados vizinhos.
O que se sabe é que não existe nenhuma contribuição dos municípios, conforme a origem dos pacientes. E quanto a este detalhe, tanto a Autarquia de Saúde quanto a direção do Evangélico, defendem um ponto de vista comum: a implantação de um sistema que permite a cobrança do atendimento de acordo com a procedência da pessoa.
Para isto, de acordo com as duas instituições, bastaria a criação de um cartão do SUS, semelhante ao cartão de crédito ou ao cartão já usado pelas cooperativas médicas. ''É impossível fazer ressarcimento no sistema atual; mas com o cartão a pessoa pode ser atendida em qualquer lugar que o débito será feito na cidade onde ela está cadastrada'', afirma o diretor financeiro da autarquia, Valcir Miguel da Silva.
Na opinião do médico Luiz Soares Koury, diretor do Evangélico, a implantação do cartão depende somente de vontade política e de um bom sistema de informática. ''Assim, o serviço prestado fora do domícilio será cobrado onde a pessoa mora e paga seus impostos; não é uma coisa complicada'', afirma.

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