Paulo WolfgangNovidadesJosé Gomes: Palestras vão trazer um novo enfoque e se tornarão mais interessantesA Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio (Fapeagro) promove em Londrina - Parque Governador Ney Braga - de 1º a 4 de setembro, o ‘‘1º Ciclo de Palestras para Atualização de Técnicos e Produtores de Algodão, Feijão, Milho e Soja’’. Vinte especialistas de instituições oficiais e privadas vão apresentar novidades tecnológicas em suas áreas de atuação. A Fundação espera reunir cerca de 400 participantes entre técnicos e agricultores. Para valorizar o evento, muitas informações e resultados de pesquisas a ser apresentados na oportunidade são inéditos. Não faltarão análises e informações sobre mercado desses produtos na próxima safra.
Segundo o diretor da Fapeagro, engenheiro agrônomo José Gomes, os conferencistas virão com ‘‘enfoques novos’’ mirando para o interesse econômico direto dos agricultores. As culturas de algodão, feijão, milho e soja vêm apresentando demandas de técnicas de manejo que têm resposta nos órgãos de pesquisa, daí a importância prática do ciclo de atualização: há muita novidade a ser repassada e discutida. Gomes garante que os técnicos convidados são os melhores do País nas respectivas especialidades. Ao final do ciclo, o participante sairá com novos conhecimentos que vão da escolha da semente e uso de outros insumos até a comercialização. E terá uma nova visão da arte de produzir em tempos difíceis como agora.
Segundo Gomes, haverá espaço também para que os participantes conheçam melhor a nova política agrícola para a próxima safra; muita coisa mudou em financiamento e mercado. Ele previu ontem que gargalos existentes em alguns produtos fatalmente serão abordadas. É o caso do milho e do algodão. No ciclo de palestras poderá ser estudada uma de reverter a questão do milho. Gomes disse, a propósito, que a redução da área de milho está sendo subestimada e tem certeza que a queda será bem maior do que a atual previsão de 12% a 15%. ‘‘Se a indústria e o governo não conseguirem reverter o quadro, o impacto da redução da safra será muito forte’’, previu. A queda na produção acontecerá de duas formas: no recuo da área plantada e na queda da produtividade média. É que a migração para a soja se dará com grandes produtores, de lavouras tecnificadas, exatamente aqueles que conseguem altos rendimentos com o milho e cujas lavouras costumam puxar as médias gerais.
Informações sobre o ciclo de palestras (043) 334-1601, na Fapeagro.

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