Cias aéreas poderão demitir até 100 mil
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quarta-feira, 19 de setembro de 2001
Das agências 
As demissões de pessoal nas maiores companhias aéreas do mundo podem chegar a 100 mil trabalhadores. A norte-americana Boeing Co., no maior corte de funcionários anunciado depois dos ataques terroristas da semana passada, disse que pode ser forçada a demitir até 30 mil pessoas até o fim do próximo ano, o que representa quase 30% de seus funcionários na aviação comercial.
Em entrevista na noite passada, Alan Mulally, presidente da divisão de aviação comercial da Boeing disse que ''parece que as companhias aéreas domésticas e internacionais vão precisar de bem menos aeronaves do que precisavam antes da semana passada''. As demissões, que começaram antes do fim deste ano, vão atingir principalmente os 93 mil funcionários da divisão de aviação comercial da Boeing na área de Seattle e Wichita. Mulally disse que a companhia deve reduzir o número de entregas este ano para 500 aviões, dos 538 planejados originalmente. ''Infelizmente, este volume de produção requer um corte de 20 mil a 30 mil funcionários'', afirmou.
Outras grandes empresas já anunciaram cortes de funcionários. A American Airlines vai cortar 20 mil, número semelhante ao previsto pela United Airlines, segunda em aviação comercial nos EUA. A Continental Airlines deverá dispensar 12 mil funcionários, seguida pela US Airlways, que planeja cortar 11 mil. A American West Holding deve demitir outros dois mil.
Empresas européias tendem a fazer o mesmo. A concorrente européia da Boeing, a Airbus deve seguir o caminho. A porta-voz da Airbus, Barbara Kracht, disse à agência Dow Jones em Paris que a empresa ''está monitorando a situação'' e disse que nesta quinta-feira a companhia deve se pronunciar. A companhia italiana de aviação Alitalia deve cortar entre 1.400 e 4.000 postos de trabalho em virtude da esperada queda no tráfego de passageiros e dos custos adicionais provocados pelos ataques terroristas nos Estados Unidos, informam jornais italianos. A companhia apresentará um plano de emergência relativo à redução de custos na próxima sexta-feira, mas afirmou que as notícias sobre cortes de pessoal são ''pura especulação''.


