Na próxima semana, a cidade de Cianorte – conhecida como a Capital do Vestuário – começa sua principal feira de confecção com, digamos, um "novo fôlego" comparado aos últimos dois anos. A 39ª Expovest – que acontece entre os dias 3 e 5 de abril para a moda outono/inverno 2017 – espera uma retomada dos negócios e, claro, incremento "leve, mas firme" de contratações nas 500 empresas do segmento que fazem parte da região.

O levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) para a localidade aponta a geração de 150 novos postos de trabalho no primeiro bimestre deste ano. Algo que no mesmo período do ano passado era considerado impensável, tamanha era a crise enfrentada, associado ao arrefecimento produtivo nas plantas industriais. "Estamos vendo uma luz forte no fim do túnel. Isso já é perceptível e retomada de contratações já se tornou uma tendência. Geralmente janeiro e fevereiro são de muita retração, a maioria das empresas dá férias coletivas, mas estamos vendo um movimento diferente agora, de produção e contratações. Acredito que o mês de março podemos superar ainda os números de janeiro e fevereiro", explica o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Cianorte (Sinveste) , Wilson Becker, que conta com 147 empresas associadas.

Becker relembra que em 2015 e 2016 a conversa dos empresários era "de um pessimismo extremo e ninguém acreditava numa melhora ao curto prazo". A situação começou a mudar em novembro do ano passado, segundo o presidente do Sinveste, devido as fagulhas de uma retomada econômica do País. "O otimismo veio com essa queda nos juros e outras medidas tomadas pelo governo".

As contratações, na opinião de Becker, não acontecerão num ritmo exponencial, mas a partir de agora de forma sólida e constante. Ele cita, inclusive, uma nova empresa que irá se instalar na região e deve começar a funcionar em 40 dias. "Se trata de uma confecção de Goiás que terá uma planta aqui na cidade. A expectativa é de uma produção inicial de 25 mil peças e pelo menos mais 100 a 120 trabalhadores contratados".

Na Macksson, empresa de Becker que atua com moda feminina, a expectativa é de um incremento de 25% no número de novos funcionários. "Acredito que esta é uma tendência de muitas empresas aqui da região", complementa. (V.L.)

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