As chuvas e os vendavais que estão castigando as regiões Oeste e Sudoeste do Paraná já provocam prejuízos nas lavouras de trigo. Em algumas áreas do Sudoeste as perdas chegam a 30%. Áreas que esperavam colher 1.700 kg/ha deverão colher no máximo 1.200 kg/ha. O Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura está fazendo o levantamento das perdas.
A colheita de trigo continua em ritmo acelerado para evitar o agravamento das perdas. Nos intervalos das chuvas os produtores colocam as máquinas nas lavouras e colhem o que podem. O Paraná já colheu 68% avançando quase 30% em uma semana. O problema é que os grãos estão muito misturados, o que deprecia mais ainda a qualidade, explicou Norberto Ortigara, diretor do Deral.
Segundo a última estimativa de safra, o Paraná esperava colher entre 1,62 milhão e 1,73 milhão de t, uma safra inferior ao ano passado quando foram colhidos 1,97 milhão de t. A novidade, entretanto, é que esse ano o mercado está favorável ao produtor e os moinhos estão pagando um bom preço pelo trigo superior.
Para se ter uma idéia, com o anúncio da perda de qualidade dos grãos na safra de trigo do Oeste e Sudoeste, o produto colhido na região Norte, de qualidade superior avançou de R$ 172,00 para R$ 180,00 a saca, segundo previsão da Cotriguaçu. Os produtores das regiões Oeste e Sudoeste que estavam esperando uma boa comercialização terão de recorrer ao Proagro para ressarcir parte dos prejuízos.
Para Ortigara, o produtor está vivendo um drama ao deparar com excesso de chuvas durante a colheita, depois de se esforçar no plantio. A umidade combinada com altas temperaturas provocou doenças fúngicas que estão resultando na doença da espiga e germinação dos grãos.

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