Os produtores suspenderam o plantio de feijão e milho da safra de verão diante das constantes chuvas em todas as regiões, desde a última segunda-feira. O plantio, porém, não está atrasado e as chuvas são bem-vindas principalmente na região Norte que está saindo de um déficit hídrico acentuado. No Sul e Centro-Sul chuvas fortes têm prejudicado a colheita do trigo e favorecido o surgimento de doenças fúngicas.
Nos municípios que sofreram com granizo está havendo acamamento do trigo, situação que dificulta a colheita e o produto acaba apodrecendo na lavoura, informou a engenheira agrônoma Vera da Rocha Zardo, do Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura (Deral).
Até agora, o plantio de milho atinge 14% da área plantada que deve chegar a 1.774.000 ha. O plantio está mais adiantado nos municípios do Norte, Norte Pioneiro e Sudoeste. O feijão das águas já está plantado em 22% da área estimada, que deve atingir 376 mil ha. O plantio está mais adiantado nas regiões Norte e Sudoeste. Nas áreas onde a cultura do feijão é mais representativa como Guarapuava, Irati, União da Vitória, Ponta Grossa e Curitiba, o plantio deve se intensificar em outubro.
Em relação ao que sobrou da cultura do trigo no Paraná, após as geadas, cerca de 7% da área (22 mil ha) está plantada. Conforme acompanhamento do Deral, no ano passado nessa mesma época já haviam sido colhidos 60% da área, em torno de 427.000 ha. De acordo com Vera Zardo, a área colhida é mínima porque nas lavouras das regiões Norte, Oeste e Centro-Oeste, que deveriam ter sido colhidas entre agosto e setembro, a perda foi muito acentuada e não houve colheita.
A região Norte perdeu 70% da produção, a região Oeste, 90%, e a região Centro-Oeste perdeu 80% da produção. Das 582 mil toneladas de trigo que serão colhidas no Estado, 189 mil t estão na região Norte, 210 mil t na região Sul, 45 mil t na região Oeste, 52 mil t na região Centro-Oeste, 73 mil t na região Sudoeste e 10 mil t na região Noroeste. Nas regiões onde as chuvas estão mais intensas, o excesso de umidade já está provocando o surgimento de doenças fúngicas o que obriga o agricultor a elevar os custos de produção, em função da necessidade de aplicar fungicidas nas plantas. Hoje, a principal região produtora de trigo é a Sul, onde as lavouras estão em boas condições.

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