Chuvas em várias regiões do Paraná na madrugada de ontem interromperam período de estiagem que estava comprometendo o desenvolvimento de lavouras semeadas três semanas atrás. Animados com as boas oportunidades de preços a partir de novembro e dezembro, os produtores - principalmente de feijão e milho - lançaram a semente na primeira chance. Mas as condições do tempo, com calor durante o dia e vento à noite, enxugaram rapidamente o solo. As chuvas de ontem retomaram as atividades e e reforçaram o ânimo dos agricultores. Alguns estão plantando agora o milho da safra de verão em toda área; os técnicos acham que o período ideal ainda tem mais de um mês pela frente.

Chuvas se manifestam em outras regiões do País. Para o Centro-Oeste a previsão é de que as chuvas ficarão acima dos padrões no norte e oeste do Mato Grosso e dentro dos padrões nas demais regiões. Para a região Sul, a precipitação pluviométrica estará dentro da normalidade para a região, sendo que poderão ocorrer fortes pancadas de chuvas, trovoadas, rajadas de ventos fortes e queda de granizo. Para o Nordeste, há prognóstico de chuvas ligeiramente acima da média no leste do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, dentro do padrão a levemente abaixo no norte do Maranhão, e dentro dos padrões para os demais estados da região. Na região Norte, os totais pluviométricos mensais ficarão pouco abaixo do padrão no nordeste do Pará e próximo do padrão nas demais áreas.

Reservatórios Até o final do ano a capacidade dos reservatórios das regiões sudeste e centro-oeste, cujo volume de águas se encontra hoje entre 13% e 14%, deverá estar recuperada em 50%, segundo informação prestada hoje pelo chefe da Divisão de Meteorologia do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Ministério da Agricultura, Expedito Rebello. Essa recuperação, informou, ocorrerá com o retorno das chuvas a partir desta semana e no decorrer do período de primavera, que começa no dia 22 deste mês e se estende até o dia 21 de dezembro.

Dados coletados pelo Inmet indicam que as chuvas serão normais de setembro a
dezembro, alcançando cerca de 600 milÍmetros de precipitação. Este volume é bem melhor que o registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 450 milímetros, mas ainda é insuficiente. Expedito Rebello explicou que em uma situação de normalidade a capacidade dos reservatórios dessas duas regiões deveriam alcançar 80%.

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