Chuvas elevam niveis de reservatorios no Sul do País
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sábado, 10 de janeiro de 2004
Agência Folha 
São Paulo A abundância de chuvas nos últimos 60 dias sobre o Sul do País já conseguiu recolocar em patamares bastante satisfatórios os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas da região. O fim da estiagem devolveu a tranquilidade aos técnicos responsáveis pela operação do sistema interligado nacional. As informações são da Agência Brasil.
Na última quarta-feira, o volume médio de armazenamento nas usinas dos três estados era de 90,28%, índice que andou abaixo de 30% durante o auge da estiagem, na segunda metade de outubro.
No Rio Iguaçu, onde operam cinco grandes hidrelétricas que significam, no conjunto, 60% da capacidade de geração hidráulica da região, a média atual de acumulação é de 94%. No fim de outubro, os patamares eram inferiores a 15%.
O fato mostra a rápida recuperação dos reservatórios do Sul. O exemplo é a Usina governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia), a maior das cinco centrais do Iguaçu e também a principal unidade de geração da Copel. No dia 24 de outubro, seu lago atingiu a cota de 708,40 metros em relação ao nível do mar, o nível mais baixo desde que foi formado, em 1980.
Quando o reservatório está cheio, o espelho d'água chega à cota de 742 metros. A estiagem provocou uma queda de 33,60 metros no nível de acumulação uma coluna d'água com altura equivalente à de um edifício de 11 andares.
Na quarta-feira, faltavam apenas 65 centímetros para que a cota máxima de operação fosse alcançada.
A ausência de chuva e o consequente esvaziamento dos reservatórios em razão de sete meses consecutivos de baixas vazões (de abril a outubro) causaram bastante apreensão na época, motivando as empresas elétricas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul a sugerir, em setembro, providências do ONS (Operador Nacional do Sistema) com vistas a garantir o abastecimento do mercado consumidor.
Entre as medidas que foram adotadas e que se revelaram extremamente eficazes não só para atender ao consumo, mas também para apressar a recomposição dos estoques de água estavam a maximização dos recebimentos de energia produzida pelo sistema elétrico do Sudeste brasileiro e a plena utilização da capacidade de geração em usinas térmicas no Sul (a região dispõe de 2,2 mil megawatts de potência instalada em usinas a carvão mineral).


