A redução de 11,5% na tarifa de energia elétrica da Companhia Paranaense de Energia (Copel) se dará pela maior incidência de chuvas, pela entrada em funcionamento de projetos de geração e distribuição, pela menor incidência da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e pelo menor impacto no valor da energia negociada pela Itaipu Binacional. A projeção de queda no valor da conta foi anunciada anteontem pela empresa e passará a valer em 24 de junho.
A Copel já enviou a documentação relativa a custos e contratos à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que faz a análise dentro da empresa para revisão tarifária que ocorre a cada quatro anos. O diretor de Distribuição da Copel, Antonio Guetter, afirma que a companhia pede ao órgão federal pela atualização da tarifa anual, mas que a revisão é mais completa. Ainda, serão feitas audiências públicas pelo Conselho de Consumidores da Copel antes de chegar ao índice final, previsto hoje para ser de redução de 11,5%.
Guetter comemora a notícia. "É de extrema importância para o consumidor porque temos uma inflação próxima a 10% e teremos essa redução de 11,5% na tarifa, o que dá até maior competitividade para o Estado, principalmente para empresas e para o agronegócio", cita.
O diretor da Copel lembra que o País passou por um período de seca que castigou e muito os reservatórios de hidrelétricas, principalmente no Sudeste. Como o sistema nacional é interligado, os custos de se usar mais a geração por termelétricas é dividido por todos, o que levou a empresa paranaense a obter dois reajustes na Aneel no ano passado, de 36,79% em março e de 15,32% em junho. "Foi se recuperando esse perfil hidrológico e entraram em funcionamento projetos de geração e de distribuição que estavam em obras, atrasados, então o sistema está melhor do que no ano passado e existe a previsão de não usar mais as termelétricas", conta. Ainda, conclui que a Aneel revisou para baixo o impacto da CDE sobre a tarifa cobrada ao consumidor e que o impacto da energia comercializada pela Itaipu será menor do que o esperado.

Sem bandeira
A cobrança de bandeira tarifária, criada para aliviar as contas das geradoras quando há maior uso de termelétricas, deve voltar a ser zerada a partir de abril e representar redução de 6% nas tarifas. Desde que o sistema foi criado até janeiro de 2016, esteve em vigor a bandeira vermelha, que resulta em acréscimo de R$ 4,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. Em março, vigorou a bandeira amarela, que indica R$ 1,50 a mais para cada 100 kWh.

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