As chuvas que vêm ocorrendo em todo o Estado, em maior ou menor intensidade, desde o último final de semana, atenuaram os efeitos da estiagem de outubro, mas ainda não são suficientes para uma boa umidade do solo. Mesmo assim, a maioria dos agricultores retoma os plantios da safra de verão.

Em Londrina, na madrugada de ontem, choveu 15,6 milímetros em apenas uma hora; em Cornélio Procópio uma das regiões mais prejudicadas pela estiagem choveu pouco no final da tarde de ontem com 2 mm de precipitação. Em São Miguel do Iguaçu (43 km a nordeste de Foz do Iguaçu), até as 15 horas de ontem, havia chovido 34 mm o maior índice do Paraná. Em Antonina, no litoral, houve o menor volume de chuvas: 0,2 mm. As chuvas trazem alívio aos agricultores e as previsões, segundo o Instituto Tecnológico do Simepar, são de que haja chuvas generalizadas no Paraná até domingo.

Plantio atrasado No caso da soja, que tem área total estimada em 3,139 milhões de ha, 58% foram plantados nesta semana, o que representa um atraso de 10% em comparação com o mesmo período do ano passado. O número seria ainda mais baixo se não tivesse chovido nas principias regiões produtoras na última semana, informou a engenheira agrônoma do Deral, Vera Zardo. Uma das regiões que ainda estão sendo castigadas pela falta de chuva é a de Cornélio Procópio, que responde por 7% da produção paranaense.

''Em Cornélio, a situação é ainda mais preocupante porque muitas lavouras não são de plantio direto, que ajuda muito a reter a umidade do solo, principalmente em situações de estiagem'', destacou Vera. As regiões que estão com o plantio mais adiantado são Cascavel, Toledo e Campo Mourão. A produção total do Paraná está avaliada em 9 milhões de toneladas.

Para a cultura de milho, 89% do plantio já está efetuado, o que corresponde a um atraso de 3% em comparação com o mesmo período do ano passado. A área total é de 1,493 milhão de ha menos 20% da área de 2000 e a produção esperada é de 7 mil toneladas.

A cultura que está com o plantio mais atrasado é o algodão: 47%, contra 78% no ano passado. Segundo Vera Zardo, a falta de chuvas e o desestímulo do produtor pelo baixo preço são os principais fatores para o atraso. Com estimativa de 48 mil ha para plantio, a produção é estimada em 110 mil t de algodão em caroço.

A falta de chuvas também prejudicou a produção de feijão já que a estigem aconteceu em um momento crítico da cultura que estava na fase de floração e a frutificação. Nas regiões Norte e Sudoeste, 4% da área total de 394 mil hectares já foi colhida (área total 21% maior que no ano passado). A produção estimada®MD77¯ ®MDNM¯(antes da estiagem) é de 440 mil toneladas.

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