Chuvas aumentam doenças fúngicas do trigo no PR
A continuidade das chuvas, em índices acima do normal, está preocupando os produtores do Paraná. Na região Norte, o trigo está em ponto de colheita e, se houver um agravamento dos índices pluviométricos, a queda de qualidade do produto poderá ser acentuada. No Sudoeste, as chuvas das duas últimas semanas estão provocando doenças fúngicas no trigo e problemas de germinação no feijão. Já na região dos Campos Gerais, o clima não chega a preocupar porque a colheita de trigo só vai ocorrer em novembro, quando o período deverá ser de estiagem garantindo a boa qualidade do grão.
Apesar do excelente potencial de produção das lavouras de trigo do Norte do Paraná, o clima atípico deste ano, com excesso de chuvas e temperaturas altas, é a principal causa do aparecimento de doenças fúngicas durante todo o ciclo. A avaliação é do agrônomo da Cooperativa Agropecuária de Rolândia (Corol) Umberto Nogueira Duarte. Segundo ele, para evitar maiores prejuízos, o produtor teve de recorrer à segunda aplicação de fungicidas para combater doenças como helmintosporiose e ferrugem, elevando os custos de produção. Tem muito produtor que está partindo para a terceira aplicação, para garantir a sanidade das lavouras, destacou.
Rendimento é bom Se de um lado o excesso de umidade provoca doenças, de outro favoreceu a produtividade. Segundo o técnico, os produtores estão animados com a produtividade do trigo que deverá ser em torno de 3.000 quilos por hectare este ano. Essa perspectiva revela que a incidência de doenças não preocupa tanto o produtor como o temor pela continuidade das chuvas.
No Sudoeste, a preocupação é maior. Nos últimos 19 dias choveu 260 mm, quase o dobro do índice normal para o período, que seria de 150 mm, informou o técnico do núcleo da Secretaria da Agricultura de Francisco Beltrão, Antoninho Fontanella. Segundo ele, as chuvas estão comprometendo o trigo e o feijão cultivados em propriedades nos municípios localizados às margens do rio Iguaçu, perto da divisa com a Argentina. Está ocorrendo uma elevação de doenças fúngicas e o feijão, que estava em ponto de colheita, está apresentando problemas de germinação.
Os produtores que optaram pelo plantio antecipado de feijão, para semear a soja em novembro, não foram bem-sucedidos. Eles não conseguiram colher a produção em função das chuvas e agora as plantas estão germinando, provocando perda total, salientou Antoninho Fontanella. Em outras áreas do Sudoeste, o plantio que deveria ocorrer até 10 de agosto está atrasado e os produtores correm o risco de perder a época recomendada.
Na região dos Campos Gerais, o clima não é preocupante. O agrônomo da Cooperativa Castrolanda, Geraldo Henrique Vieira, admite que a incidência de doenças este ano é maior do que no ano passado.ArquivoFeijão germina
na planta e trigo
recebe mais veneno
nesta safraVânia Casado





