Arquivo FolhaJaneiro fracoEm 26 dias foram movimentadas apenas 553 mil toneladas. Normalmente, o volume é de mais de um milhão

As chuvas que estão caindo no litoral do Paraná provocaram queda de aproximadamente 30% na movimentação de mercadorias no Porto de Paranaguá. Alguns navios permanecem no cais por até uma semana além do programado, com prejuízo para os armadores e agências marítimas. Janeiro é historicamente um mês fraco no porto e este ano está sendo mais prejudicado pelas chuvas. Em 26 dias foram movimentadas 553 mil toneladas, quando normalmente se movimenta mais de um milhão de toneladas.
Ontem estavam atracados 11 navios no terminal, a maioria deles para embarcar carga geral, como celulose, congelados, cevada, bobinas de papel, fertilizantes e contêineres. Apenas dois estavam recebendo farelo e um era carregado com óleo de soja. O Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) previa tempo nublado e chuvas ocasionais para o litoral do Estado.
O diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura, Norberto Ortigara, acredita que não haverá grandes perdas para o abastecimento e na produção geral do Estado em razão das chuvas. ‘‘Para os agricultores que tiveram áreas alagadas é prejuízo total, mas do ponto de vista de abastecimento e produção do Estado é pouco’’, ponderou. A Secretaria ainda não tem um balanço completo dos estragos.
Os produtores de feijão podem ser prejudicados na hora de comercialização. A previsão é de que sejam colhidas 380 mil toneladas do produto. Falta ainda colher 25% desse volume, principalmente nas regiões de Guarapuava, Ponta Grossa, Prudentópolis e cercanias de Curitiba. ‘‘Isso preocupa pois é o terceiro ano com perdas no feijão’’, disse. As perdas, neste caso, serão mais qualitativas do que quantitativas. Produtores de hortaliças, fumo e uvas finas também podem ser prejudicados.

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