Chuva paralisa embarque de soja
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quarta-feira, 31 de março de 1999
Vânia Casado 
As chuvas dos últimos dias estão atrasando os embarques de soja no Porto de Paranaguá. Ontem, os navios ficaram com os porões fechados e a soja não foi movimentada. Com a paralisação das operações, os caminhões não podem descarregar a soja e estão à espera numa fila que ultrapassa 20 quilômetros pela BR-277, que liga Curitiba a Paranaguá. As cooperativas que estão enviando a soja para o porto não estão preocupadas com uma suspensão nas operações de exportação em função do surto de cólera, detectado em Paranaguá.
O técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flávio Turra não vê motivos para que a exportação de soja seja prejudicada em função do surto de cólera. Ele admitiu, porém, que os países importadores são exigentes em termos de sanidade. Turra disse que as cooperativas estão tranquilas porque o secretário da Saúde deu declarações que o surto está controlado.
Para a assessoria do porto de Paranaguá, o retorno das filas de caminhões nas imediações do pátio, que dá acesso ao Corredor de Exportação, deve ser atribuído às chuvas e à negociações com soja que estão aceleradas, com a queda no valor do dólar. Ontem, por duas vezes, os funcionários tentaram retomar as operações, mas tiveram que recuar por causa da garoa. Os embarque de grãos por Paranaguá já somavam 567.778 toneladas de grãos.
A preocupação é com a persistência das chuvas. Se chover mais três dias o problema poderá se agravar. Está chegando uma média de 2.000 caminhões por dia para descarregar e a capacidade dos silos pode se esgotar rapidamente se os porões dos navios continuarem fechados.


