Chuva para Hidrovia Tietê-Paraná
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de março de 2011
Chico Siqueira <br>Especial para Agência Estado 
Promissão (SP) - O transporte de soja pela hidrovia Tietê-Paraná está parado há cinco dias no interior de São Paulo. Dezoito comboios, com 72 barcaças e 140 metros de comprimento cada um, estão atracados desde 2 de março, entre as eclusas das hidrelétricas de Nova Avanhandava e Promissão. Para seguir viagem nos dois sentidos, as embarcações esperam a redução no volume de vazão do rio Tietê, que triplicou nos últimos dias por causa da chuva.
As embarcações estão deixando de transportar 104 mil toneladas de soja, em plena safra de grãos. Dos 18 comboios, nove estão carregados com cerca de 50 mil toneladas, atrasando o embarque em trens que levariam a carga para o Porto de Santos. As empresas ainda calculam os prejuízos, mas já se sabe que, em pelo menos uma delas, o volume do embarque programado para março vai ficar 30% menor por causa do atraso. A empresa, que tem oito comboios parados na hidrovia, deixou de transportar pelo menos 23 mil toneladas de soja.
A hidrovia é o transporte mais em conta para levar a soja do Centro-Oeste para o Porto de Santos. Entre Pederneiras (SP), onde as empresas têm centros de armazenamento, ao porto de São Simão (GO), no Rio Paranaíba, são 740 km que as embarcações percorrem em 7 dias. De Pederneiras elas seguem de ferrovia até o porto.


