Chuva inflaciona preço do tomate em Londrina
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
João Fortes<BR>Reportagem Local 
O preço do tomate disparou entre a última sexta-feira, 15, e ontem, na Central de Abastecimento (Ceasa) de Londrina. De acordo com o departamento de estatísticas da Ceasa, a caixa da fruta na variedade saladete, com 23 quilos, que custava R$ 70, teve um acréscimo de 57%, passando para R$ 110. Já o tomate longa vida, cuja caixa também custava R$ 70, subiu para R$ 90, alta de 29%.
De acordo com o economista Flávio Oliveira dos Santos, não é a primeira vez, nos últimos meses, que o tomate chega a esse patamar de preço e o principal motivo é climático. "Já vem de um processo de mais de três meses em que o preço caiu e voltou. Isso foi devido a fatores como muita chuva e seca. No caso desse último aumento, foi por causa das fortes chuvas das últimas semanas", explica.
Oliveira destaca que, se o tempo continuar chuvoso, o tomate pode ficar ainda mais caro. Em compensação, a menor procura pelo produto pode aliviar um pouco os preços para o consumidor. "A tendência é diminuir a procura e é possível que o varejo reduza o preço. O melhor, para o consumidor, é pesquisar", sugere o economista.
Nas feiras e nos supermercados de Londrina a alta do produto no atacado já reflete no preço do quilo comercializado. No domingo, na feira livre da área central de Londrina o consumidor encontrou o produto por até R$ 9,50 o quilo. Nos supermercados, o tomate está custando até R$ 5,99 o quilo, tanto o longa vida como o saladete.
Foi com esse preço que a costureira e cabeleireira Marinete Malaquias Ferreira se deparou, ontem, ao fazer compras. "É um absurdo, até uns dias atrás pagava de R$ 2 a R$ 3. Prefiro não levar e comprar carne", decidiu. Já a secretária Maria do Rocio optou por levar o produto, mas em menor quantidade. "É exorbitante, mas como a gente consome todos os dias não tem outro jeito. Tem que comprar, só que bem menos", afirmou.
Para a empregada doméstica Simone Fátima Ferreira, a alta no preço do tomate já não era tanta surpresa. Ela conta que no domingo pagou R$ 7 pelo quilo em uma feira livre da cidade. "Preciso comprar para meu filho, que faz acompanhamento com uma nutricionista. Mas preciso pegar na feira, pois pelo menos vem 'mais bonito'", declara.
Outros produtos
Além do tomate, outros produtos apresentaram alta de preços na Ceasa. O quiabo, por exemplo, dobrou de valor, subindo de R$ 15 para R$ 30 a caixa de 12 quilos. "Também por causa da chuva", disse o assistente técnico de estatísticas da Ceasa, Ismael Fonseca. O pimentão teve um acréscimo de 11% e o repolho 23%. Já o preço da couve-flor caiu 17% e a couve chinesa registrou queda de 32%.



