Chuva fraca não recupera plantas mais afetadas
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terça-feira, 30 de abril de 2002
Marta Medeiros<BR>Equipe da Folha 
Maringá - Depois de quase dois meses de seca na região de Maringá, a chuva de anteontem colaborou pouco com os produtores de milho safrinha. O déficit hídrico também prejudica os produtores de trigo que estão perdendo o período ideal para o plantio da safra de inverno. Em Floraí (44 km de Maringá), o Deral registrou o maior índice pluviométrico: apenas 50 milímetros.
A chuva não foi uniforme em toda a região e variou entre 12, 28 e 45 milímetros. Em Maringá, a Cocamar registrou um índice de 15 milímetros, inferior ao que os produtores de fato esperavam. Técnicos do Deral disseram que o ideal seria a mesma quantidade de chuva registrada em Floraí para toda a região por mais dias seguidos. A chuva começou anteontem, por volta das 20h30, mas não foi constante durante a noite. Na tarde de ontem, o sol voltou e a nebulosidade ficou reduzida chegando a desaparecer na maioria dos municípios da região.
O Paraná participa com 49% da produção nacional de milho safrinha, cujo desenvolvimento da lavoura se dá entre o outono e o inverno e a colheita a partir de agosto e setembro. Em todo o Estado, são 982 mil ha, sendo que na região de Maringá estão 150 mil ha da lavoura cuja produção, em condições normais, era de 462 mil t.
Trigo - A seca provoca ainda problemas no plantio da safra de inverno. Apenas 10% da área de 55 mil ha reservados para o trigo foram cultivados na região de Maringá.
Os produtores de canola - cuja área de seis mil hectares dobrou em relação ano passado - ainda não conseguiram utilizar as 36 t de sementes importadas do Canadá.
Na região de Londrina, a chuva de ontem pela manhã mal serviu para refrescar a temperatura. A Estação que o Simepar mantém junto à Estação do Iapar registrou índice pluviométrico de apenas um milímetro. O meteorologista Tarcísio Valentim da Costa informou que não há previsão de chuva para a região para os próximos dias.


