Chuva é responsável por 44% das paralisações
Curitiba - O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, disse que a maior parte dos problemas de produtividade do porto está em elementos que a Appa não tem controle. Segundo ele, 44% das paralisações de embarque e desembarque em Paranaguá foram provocadas pela chuva neste ano. Outros 25,8% dos problemas foram gerados porque o porto aguardava os caminhões dos importadores chegarem para descarregar as mercadorias.
Além disso, 5,8% dos problemas estavam relacionados a disposição de bordo, ou seja, abertura e fechamento de porões dos navios e colocação de máquinas a bordo.
Ele explicou que os caminhões que vêm buscar os fertilizantes que chegam nos navios demoram cerca de 30 minutos para descarregar. Para chegar aos armazéns são necessários outros 50 minutos. No caso de armazéns mais antigos, o tempo aumenta para duas horas.
Dividino informou que o Programa de Arrendamento do Porto está sendo encaminhado para a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e para a Secretaria Especial de Portos (SEP) em Brasília. Depois disso, será realizado o aumento de berços de atracação para fertilizantes. Hoje são dois específicos em Paranaguá para estes produtos e três alternativos. Com a ampliação haverá mais um berço exclusivo. ''Com isso, devemos atender este segmento de fertilizantes'', disse. Depois de aprovado o Programa de Arrendamento em Brasília, o novo berço deve demorar cerca de um ano e dois meses para ficar pronto.
Ele explicou que os principais órgãos que fiscalizam a entrada de mercadorias são a Receita Federal, o Ministério da Agricultura e a Anvisa. Segundo Dividino, os principais entraves para o desembaraço de mercadorias destes órgãos são o número insuficiente de profissionais, a falta de estrutura e de condições de trabalho.
De janeiro a setembro deste ano, o porto importou 11,3 milhões de toneladas contra 10,3 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. Dividino disse que o aumento na importação pode ser explicado por três principais motivos. Um deles foi o fim da guerra fiscal entre os portos brasileiros depois da regulamentação decretada pelo governo federal. Além disso, a demanda maior por veículos com a redução do IPI, fez as montadoras importarem mais peças e componentes. Com novas indústrias se instalando no Paraná houve um aumento da importação de máquinas e equipamentos.
Nos nove primeiros meses do ano, os principais produtos importados foram fertilizantes (6,474 milhões de toneladas), derivados de petróleo (1,201 milhão de toneladas), sal (237 mil toneladas) e malte e cevada (172.969 toneladas). Além disso, chegaram ao Paraná, através do porto, 97.311 veículos e 288.622 contêineres. (A.B.)





