Com 268.626.277 litros, a produção vinícola do Rio Grande do Sul em 2003 foi 21% menor do que a do ano anterior, quando alcançou 340.044.385 litros. A redução reflete uma quebra de 19,19% no volume de matéria-prima, ocasionada pelo excesso de chuvas no período de floração dos vinhedos, em outubro/novembro de 2002.
Os números da produção de vinhos naquele estado - detentor de 90% da vitivinicultura nacional - foram liberados para divulgação ontem, pela Divisão de Enologia do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento. Apesar da queda, a possibilidade de falta de vinho no mercado é nula, assinala o presidente-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani.
''O consumidor pode ficar tranquilo. A existência de estoques reguladores (177.486.320 litros de vinho, em 1º de janeiro de 2003) garante a oferta sem majoração de preços'', afirma Paviani. As estatísticas da produção - que incluem vinho e derivados, como o suco - apontam uma mudança no ranking de maiores municípios produtores em relação a 2002: São Marcos, com 26.358.847 litros, subiu uma posição (para a terceira) ultrapassando Caxias do Sul, com 25.668.449 litros. Flores da Cunha e Bento Gonçalves seguem encabeçando a lista.
Flores da Cunha, com 74.387.784 litros, responde por 32,03% da produção de vinhos (no geral). Bento Gonçalves permanece como o maior produtor de vinhos finos, com 15.754.378 litros, e de sucos, com 10.626.488 litros.

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