A chuva atrapalhou o protesto ontem do Fórum Popular Contra a Venda da Copel. A caminhada desde a Boca Maldita (Centro da cidade) até o Palácio Iguaçu foi cancelada. A intenção inicial da organização era reunir cerca de 500 pessoas e levar velas acesas até a sede do Executivo paranaense, no Centro Cívico. Mas o protesto -que aconteceu no final da tarde- ficou concentrado na Boca Maldita.
A maior parte dos manifestantes, que não chegou à metade do esperado pelo fórum, pertencia à Frente Sul da Agricultura Familiar, que luta por melhores condições para a produção de leite e realizou uma manifestação no mesmo local. Também participaram estudantes, professores e militantes dos partidos de oposição (PT, PDT, PC do B), além de integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
O presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), Carlos Bittencourt, confiava que a venda da estatal não aconteceria hoje, mesmo antes do anúncio do adiamento do leilão. O Senge é uma das 400 entidades e câmaras municipais que integram o fórum.
A estudante Cecília Santos Ávila participou da manifestação contra a privatização da Copel. ''O governo não está pensando no povo'', opinou. ''O governo pode até vender a empresa, mas será julgado pela História'', gritou o presidente da CUT, Roberto von Der Osten, de cima de um caminhão de som.
O governo, por sua vez, está confiante. O líder do governo na Assembléia Legislativa, Durval Amaral (PFL), afirmou que, apesar da batalha travada no Judiciário, a equipe do governo conseguirá garantir a venda da estatal.

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