Chuva ameniza déficit hídrico na agricultura
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segunda-feira, 15 de março de 2004
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
As chuvas registradas nos últimos quatro dias no Paraná amenizaram o problema da seca nas lavouras, principalmente de soja, batata e feijão. Para alívio dos produtores, dessa vez a chuva atingiu todas as regiões do Estado. A diferença é que as precipitações foram um pouco maiores em alguns pontos em detrimento a outros. Antes, a chuva era registrada, somente, em pontos isolados, o que não resolvia o déficit hídrico.
Segundo a engenheira agrônoma Vera da Rocha Zardo, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), a chuva foi favorável para a agricultura em geral. Até mesmo algumas lavouras de soja, que ainda estavam em fase de floração, foram ''salvas'' pela chuva. Ela observou, entretanto, que em regiões do Estado, como no Sul, no extremo Oeste e no extremo Norte, a chuva não foi suficiente. ''Precisa chover um pouco mais, pois o déficit hídrico persiste'', frisou.
Vera Zardo explicou que em relação ao plantio do milho safrinha deverá ocorrer uma nova análise por parte do Deral. Isso porque alguns agricultores atrasaram o plantio, já que o solo estava muito seco. Se o plantio for feito agora, os produtores correm o risco de sofrer perdas com a possibilidade de geadas no inverno. Já aqueles que plantaram antes da chuva, certamente, estão satisfeitos com o volume de água. ''Para a cultura do trigo e para a pecuária também foi muito favorável'', ressaltou a engenheira.
A analista acrescentou que mesmo com a grande quantidade registrada, a chuva não impedirá a quebra da safra como já estava previsto.
O presidente do Sindicato Rural de Londrina, Luís Fernando Kalinoviski, afirmou que a chuva ''certamente'' foi muito bem vinda pelos produtores. Ele teme, porém, que as precipitações tenham chegado um pouco tarde e não sejam suficientes para evitar perdas. Ele comentou que as ''chuvas de manga'', em pontos isolados, não estavam resolvendo o problema.
Kalinoviski disse que a cultura de feijão foi uma das mais beneficiadas na região Norte. Os pastos, que já estavam ficando secos, também ganharam um novo colorido. ''Ainda falta muita chuva para a agricultura'', pontuou o sindicalista.


