Depois de enfrentar o ano passado com estagnação nas vendas e com sete interrupções na linha de produção, a montadora Chrysler começa a ter aquecimento nas vendas de seus carros Dodge Dakota, na fábrica de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba). A empresa reduziu a fabricação diária de 40 para 28 unidades, mas em compensação não precisará mais parar a produção até o final do ano. A Chrysler parou por três períodos de 10 dias úteis desde janeiro, contra sete paradas ao longo do ano passado.
A retomada das vendas está relacionada com o aumento de vendas em todo o setor automotivo, que beneficia as montadoras desde o começo do ano. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) tem expectativa de que o segundo semestre será ainda melhor do que o primeiro. A estimativa é feita com base na possibilidade de o Produto Interno Bruto crescer até 4% este ano.
Segundo a assessoria da Chrysler, a redução na velocidade da linha de produção, não representou demissão de mão-de-obra. A fábrica de Campo Largo tem 350 funcionários.
Hoje a Chrysler tem um índice de nacionalização que gira em torno de 75%. A montadora norte-americana pretende colocar no mercado 8,4 mil carros até o final do ano.
Próximo das instalações da Chrysler, em Campo Largo, será inaugurada até o final do ano a fábrica de motores da Tritec, que é uma joint venture entre a montadora e a BMW. A Tritec quer exportar toda a produção para abastecer a fábrica de montadora BMW, na Inglaterra.

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