Chrysler pode fabricar carros Mercedes no PR
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quinta-feira, 13 de maio de 1999
Agência Estado 
A fábrica do carro modelo Classe A, da Mercedes-Benz, em Juiz de Fora (MG), poderá abrigar linhas de montagem de modelos da Chrysler. Da mesma forma, uma planta de modelos Chrysler, como a de Campo Largo (PR), poderá fabricar automóveis Mercedes. O aproveitamento físico das fábricas das duas marcas é umas das questões que está sendo estudada pela equipe que cuida da sinergia mundial, que resultou na DaimlerChrysler.
Em entrevista exclusiva à Agência Estado, o vice-presidente internacional da DaimlerChrysler, Theodor Cunningham, disse que no Brasil a sinergia entre Mercedes e Chrysler estará concluída no final do ano. A experiência de ter produtos Chrysler e Daimler (o grupo ao qual pertence a Mercedes-Benz) numa mesma fábrica começou este mês na Áustria, que estará produzindo utilitários da marca alemã e da americana.
Uma equipe de 14 profissionais da DaimlerChrysler está no Brasil para avaliar onde pode ser feita a sinergia. O trabalho envolve a busca de fornecedores comuns e otimização de estruturas, entre outras coisas. Resta ainda a questão legal, ou seja, quando efetivamente todas as operações das duas empresas vão ser chamadas de DaimlerChrysler. Esta semana Cunningham e o novo vice-presidente para a região da América Latina, Mykle Jacobs, estiveram no Brasil para o primeiro balanço desde a fusão, há cerca de seis meses.
Eles já passaram pela Venezuela e seguiram para a Argentina para o mesmo objetivo. No Brasil, a companhia tem a fábrica nova da picape Dakota, da Chrysler, no Paraná, que consumiu investimento de US$ 315 milhões, a do Classe A, em Minas - com investimento de cerca de US$ 750 milhões - e está construindo uma planta de motores, também no Paraná, a Tritec, na qual serão gastos pela empresa mais US$ 250 milhões. Nesta fábrica foi feita joint-venture com a BMW, que aplicará outros US$ 250 milhões.
Esta viagem foi nosso primeiro contato com a nova família, disse Cunningham. Ele confirmou que até o final do ano será atingida, a nível mundial, a economia que a companhia planejou atingir com a fusão, equivalente a US$ 1,3 bilhão.


