Rubens Burigo Neto
Enviado especial a São Paulo
O presidente da Chrysler do Brasil, Dennis Kelly, negou ontem que haja planos de fechar a sua fábrica instalada em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba). ‘‘Não há qualquer motivo para especulações em relação ao futuro da nossa fábrica de Campo Largo’’, assegurou. Kelly admitiu que a produção da fábrica paranaense foi menor do que a planejada no início do ano, mas ele ressaltou que há indicadores de que a economia começará a reagir no próximo ano.
O executivo informou que a linha de montagem da Chrysler operou com 35% de sua capacidade em 1999. A empresa deve terminar o ano com 10 mil veículos da linhas Chrysler, Dodge e Jeep. Mesmo com a diminuição de 10% em relação a 98, a empresa aumentou sua participação no mercado de 0,75% para 0,90%. Ele estima que para o ano 2000 ocorra um aumento entre 5% e 10% nas vendas.
Neste ano a fábrica paranaense produziu 5,5 mil unidades da picape Dodge Dakota. ‘‘Nossa expectativa inicial era produzir 7 mil veículos, mas houve queda generalizada nas vendas do mercado interno e a crise econômica afetou demais nossas exportações para a Argentina’’, justificou Kelly. Das 1,2 mil picapes previstas para exportação ao país vizinho, apenas 650 foram exportadas. Kelly informou que para o ano 2000 a Chrysler espera produzir 6,5 mil veículos.
(O repórter viajou a convite da Mercedez-Benz e Chrysler)Presidente da empresa no Brasil diz que produção em 99 foi menor que a projetada, mas garante que indústria continua no Estado
Arquivo FolhaDESMENTIDODennis Kelly, presidente da Chrysler no Brasil, negou ontem os rumores sobre planos do grupo para fechar a fábrica em Curitiba: ‘‘Não há qualquer motivo para especulações em relação ao futuro da nossa fábrica de Campo Largo’’

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