Chrysler inicia obras em Campo Largo
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segunda-feira, 28 de julho de 1997
Carmem Murara Curitiba 
Kraw PenasPonto de partidaLuiz Fernando Beréia (Chrysler), Emília Belinati (governadora em exercício), Nelson Justus (secretário Indústria e Comércio) e Nilton Puppi (prefeito de Campo Largo) anunciam início da construção da fábrica em Campo LargoA montadora norte-americana Chrysler iniciou ontem, oficialmente, a construção de sua primeira fábrica brasileira, em Campo Largo (região metropolitana de Curitiba). A instalação da indústria vai se dar a toque de caixa, como afirmou o diretor para assuntos governamentais da empresa Luis Fernando Beréia. Dentro de um ano pretendemos colocar o primeiro carro no mercado, assegurou o empresário.
Beréia esteve no Palácio Iguaçu para uma reunião com a governadora em exercício Emília Belinati. Antes do encontro ele fez uma visita ao local onde a fábrica começou a ser erguida. O trabalho de terraplanagem levará 40 dias, no máximo, para ficar pronto. Em seguida, inicia-se a construção da empresa.
A Chrysler começará com uma produção tímida de 10 mil carros por ano. A capacidade instalada é de 40 mil unidades ao ano. Nos primeiros 12 meses teremos um ritmo lento, anunciou Beréia. Ele afirmou que a Chrysler não pode correr o risco de colocar no mercado uma produção que não tenha o padrão de qualidade da montadora nos Estados Unidos.
O volume de produção aumentará à medida que haja mercado para as pick-ups. Hoje, entre 30 mil e 40 mil unidades de todas as marcas são vendidas anualmente em todo o País. A Chrysler lançará no mercado a pick-up Dakota. O modelo básico terá um preço de R$ 20 mil. O valor poderá chegar a R$ 37 mil, dependendo dos acessórios. Nos Estados Unidos é possível comprar o mesmo carro por US$ 12 mil. A diferença está na quantidade de impostos cobrados em cada país.
O diretor da montadora garantiu que a prioridade será a contratação de trabalhadores que moram em Campo Largo, Curitiba e demais municípios do Estado. Só iremos recorrer a mão-de-obra de fora em último caso, disse Beréia. Segundo ele, entretanto, muitos cargos terão de ser preenchidos por pessoas com experiência no setor. Cerca de 400 funcionários estarão trabalhando na Chrysler quando a fábrica iniciar a produção. Ao atingir a capacidade máxima, serão mil empregados.
Beréia disse ainda que a empresa está recrutando 30 líderes paranaenses que devem ocupar cargos de gerência na empresa. Eles serão treinados no País e em algumas fábricas no exterior.


