Afinal, para ser bom, chocolate precisa ser caro? Na prática, ovos de Páscoa e subprodutos do chocolate baratos demais não são recomendáveis. É melhor adquirir bons chocolates em menor quantidade do que ''entupir'' a criança, ou o presenteado, com muitos ovos e caixas de bombons de baixo preço.
Carolina Schneider, da Cuore di Cacao, diz que o processo artesanal sempre aumenta o custo do produto. ''Porém o preço depende em maior grau da qualidade dos ingredientes utilizados'', aponta. A variação de preços, mesmo entre os artesanais, pode ser enorme, chegando até a 1.000%.
Ela explica também que, pela legislação brasileira, para ser chamado ''chocolate'' o produto deve conter pelo menos 25% de sólidos totais de cacau em sua composição.
''Para chocolates finos este percentual é a partir de 30% de cacau para os chocolates ao leite, em torno de 50% para os meio amargos, e a partir de 60% para os amargos'', exemplifica.
Rótulos ''enganadores'' podem indicar em letras miúdas a informação ''produto à base de chocolate'' - ou seja, com menos de 25% de cacau na fórmula. Existem produtos assim em formato de ovo de Páscoa, que obviamente induzem o consumidor desavisado a acreditar que está comprando chocolate.
De acordo com Carolina, o barato sai caro quando o produto não atende a expectativa do cliente. ''Caro é o que não vale'', resume a especialista. (B.M.)

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