Um pedido com mudanças substanciais na proposta de pedágio paranaense foi protocolado na última semana pelo deputado Arilson Chiorato (PT) no Ministério do Transporte em Brasília. A solicitação foi feita pessoalmente pelo parlamentar na última quinta-feira (9), quando esteve na capital federal para discutir o tema com o ministro da pasta, Renan Filho. No documento, ele pede a adoção das recomendações técnicas compiladas das audiências do pedágio e também do estudo feito pelo ITTI (Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura) a pedido da Frente Parlamentar sobre o Pedágio.

“Protocolar o pedido é uma maneira de formalizar todo esse trâmite. Encaminhamos toda a documentação juntada nesse período, como as recomendações técnicas previstas no Manifesto do Poder Legislativo Estadual (5/4/2021), que foram fundamentadas em compilações de propostas técnicas em audiências públicas, que realizamos por meses em todo o estado”, pontua.

“Também pedimos a adoção das recomendações dos estudos técnicos elaborados pelo ITTI, da UFPR (Universidade Federal do Paraná), realizado a pedido da Frente Parlamentar sobre o Pedágio. Inclusive, na última quinta-feira, coordenadores do estudo explanaram os principais pontos ao ministro”, reforça.

De acordo com o deputado, as propostas técnicas encaminhadas consideram o acolhimento do menor preço, como critério de seleção das propostas, a licitação em leilão sem limite de descontos, realização de obras essenciais, garantia de realização de obras com depósito caução, reavaliação da criação de mais praças e a localização das praças de pedágio já existentes, revisão do degrau tarifário de 40%, entre outros. “Esperamos que essas medidas sejam adotadas pelo Ministério do Transporte, uma vez que estamos trabalhando e disponibilizando todas as informações sobre esse processo, para que tomem a melhor decisão”, ressalta.

Há quase um mês, no dia 19 de janeiro, o governador Ratinho Junior (PSD) se reuniu com o ministro Renan Filho, em Brasília. A avaliação do chefe do Executivo, que defende a proposta original, construída em parceria com o governo de Jair Bolsonaro (PL), foi positiva. Segundo ele, o encontro representou um grande avanço na definição do modelo proposto.

O novo Anel de Integração do Paraná foi dividido em seis lotes. A intenção é concluir a concessão dos dois primeiros lotes dentro dos primeiros 100 dias do governo federal. Fazem parte do lote 1 os 473,01 quilômetros das rodovias BR-277/373/376/476/PR e PR-418/423/427. Somente nesta parte, estão previstos investimentos privados de R$ 7,8 bilhões e a criação de mais de 81 mil empregos diretos, indiretos e efeito-renda nos 30 anos de contrato. Já as rodovias BR-153/277/369/PR e PR-092/151/239/407/408/411/508/804/855 foram incluídas no lote 2 do sistema rodoviário. Neste grupo, a previsão de investimento chega a R$ 10,8 bilhões pelos 604,16 quilômetros de estradas.

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