Uma comitiva de chineses da provincia de Zhegiang, chega hoje a Nova Esperança (35 quilômetros de Maringá), para conhecer o projeto de verticalização da sericicultura da associação dos produtores da região. Os chineses, todos ligados ao governo ou ao setor rural, passam três dias na cidade. ‘‘Vamos propor uma parceria para montar uma fiação que será administrada pelos produtores’’, explica Valdemar Filus, diretor da associação. Existem duas propostas. A primeira é de aquisição da estrutura da Cocamar Seda, e a segunda da implantação de uma fiação nova.
‘‘Vamos mostrar o potencial da região para a cultura e mostrar as opções de investimentos aos chineses’’, explica Filus. A associação tem cerca de 300 produtores, metade do total de sericicultores da região, que responde por 40% do casulo produzido no Paraná. São cerca de 2,2 milhões de quilos de casulo, que ocupam lavouras de amora em quase 5 mil hectares e emprega cerca de 3,6 mil agricultores e parceiros. A fiação de seda, explica Filus, vai garantir mais renda ao produtor. Ele diz que com o preço praticado hoje, a atividade está inviável. As indústrias estão pagamento cerca de R$ 2,10 pelo quilo de casulo.

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