Chinenes ensinam a fazer móvel com bagaço de cana
Folha de LondrinaLiu Guanghui e o secretário Salla: material de divulgação sobre MaringáRepresentantes da indústria madeireira chinesa mostraram ontem a empresários maringaenses como fabricar chapas e painéis a partir do bagaço de cana. A tecnologia da China no setor foi mostrada através de slides e vídeo em sala de reuniões da Prefeitura de Maringá, com a presença do secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Miguel Fuentes Salla.
Liu Guanghui, Shi Zhongsang e Chen Qirong vieram da China para oferecer tecnologia de produção de MDF (Médium Density Fibreboard), a partir da utilização de resíduos da atividade madeireira, aproveitamento de reflorestamento e reciclagem de bagaço de cana. O MDF é uma chapa de média intensidade obtida de fibras aglutinadas com resinas sintéticas (cola) mediante processo à seco, por meio de calor e pressão, e tem a mesma utilização do aglomerado, com algumas vantagens: dura mais e é mais resistente ao fogo.
Todo o equipamento deve ser importado da China, país que tem 20 fábricas de produção de MDF. Os equipamentos necessários para montar uma fábrica (desde a calderaria até a prensa), com produção mínima de 30 mil metros cúbicos por ano, ou 110 metros cúbicos de painéis por dia, custa cerca de US$ 3,5 milhões.
A exposição foi assistida por representantes das indústria sucro-alcooleiras e madeireira do estado e empresários locais. O superintendente administrativo da Alcoopar, Adriano da Silva Dias, gostou do que viu. Seria uma forma de aproveitar melhor o rejeito. Hoje, o bagaço da cana ou vai para a caldeira ou para alimentação animal.
Existem hoje no país 13 mil fábricas de móveis que, segundo os chineses, poderiam instalar uma fábrica de MDF. O Brasil, segundo cálculos da FAO, deverá aumentar em 500% seu consumo de madeira até o final deste ano.





