A nova lei chinesa, segundo o dirigente, será de qualquer modo utilizada na queda-de-braço comercial, como obstáculo às importações sempre que estas se tornarem inconvenientes para os interesses dos chineses.
Esta semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu em 12 milhões de toneladas a projeção de importações de soja pela China este ano, para 12 milhões de toneladas. Isto por conta da nova legislação e da atitude de cautela dos chineses. Pelos cálculos de Lovatelli, a China deve importar 10% menos no ano, mas o volume adquirido será igualmente dividido entre os três principais países fornecedores (EUA, Brasil e Argentina).
Ele acredita que o Brasil continuará respondendo por 20% das importações chinesas, seja qual for o volume. No ano passado, das 15,7 milhões de toneladas de soja exportadas pelo Brasil, 3,2 milhões tiveram como destino a China, com receita de US$ 537 milhões, dos US$ 2,7 bilhões gerados pelos embarques totais do grão. A importação total de soja em grão pela China, no ano passado, está estimada em 13,2 milhões de t.
Na Índia, as reuniões entre governos e empresários foram muito mais ‘‘festivas’’, na avaliação de Lovatelli. ‘‘A Índia namora o Brasil há anos, e quer casar com o Brasil’’, disse. (A.E.)

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