Brasília O Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, entregou ontem ao embaixador da China no Brasil, Jiang Yuande, o novo texto para a certificação provisória para as exportações. A expectativa do governo é de receber uma resposta do governo chinês no curto prazo. ''O embaixador mostrou boa vontade em relação ao assunto e nos deu a impressão de que as coisas estão sendo encaminhadas de maneira positiva'', disse Rodrigues, após reunião com Yuande.
Segundo o diretor do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal, Odilson Ribeiro, presente ao encontro, o governo chinês considerou o texto anterior, entregue no dia 12 de dezembro, muito geral, pois mencionava apenas que a soja evento Roundup-Ready havia sido aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e que não havia risco à biossegurança.
Pelo novo texto, o governo brasileiro informa que ''a soja brasileira oficialmente é convencional, mas que, devido à fronteira do Brasil com países que têm soja geneticamente modificada pode haver presença de genes modificados no grão produzido no Brasil'', informou Ribeiro. ''O Brasil mantém a explicação de que, se houver soja geneticamente modificada, os grãos são do evento RR, que já foram analisados pela CTNBio e considerados seguros'', completou Ribeiro.
Os chineses também solicitaram que o texto para a certificação provisória para que o Brasil continue exportando soja para a China seja assinado pelo ministro Rodrigues. ''Quem autorizou a nota agora é a autoridade máxima do ministério. No texto anterior, a nota foi assinada pelo Secretário de Defesa Agropecuária'', explicou.
Em dezembro, quando o texto foi elaborado e enviado à China, a secretaria era ocupada por Luiz Carlos de Oliveira. ''Esperamos que as alterações feitas no texto fiquem dentro das expectativas do ministério da agricultura.''
Rodrigues disse que a China é um dos maiores compradores de soja do Brasil. ''Em 2002, devemos ter exportado cerca de US$ 500 milhões em soja em grão para a China. As exportações totais do complexo devem chegar a US$ 600 milhões'', estimou Rodrigues. Segundo ele, a partir de 20 de setembro o Brasil precisará ter um certificado definitivo para continuar exportando soja para a China.

mockup