China reafirma que não aceitará soja com agrotóxico
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quinta-feira, 20 de maio de 2004
Agência Estado 
Brasília - O governo da China reafirmou que não aceitará nenhum carregamento de soja proveniente do Brasil que contenha sementes tratadas com agrotóxico junto com grãos puros. A informação foi repassada ontem pela embaixada brasileira em Pequim, segundo informou o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. A política de ''tolerância zero'' da China criará uma dificuldade a mais nas negociações que serão travadas durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aquele país na próxima semana.
Rodrigues, que fará parte da comitiva presidencial, esperava desembarcar na China com o problema já resolvido. Para o ministro, não cabe ao governo brasileiro discutir qual é a motivação da China em não aceitar sequer o 0,2% tolerado nas demais operações com soja no mundo. ''Não quero discutir a posição chinesa porque eles são os compradores. O cliente tem sempre razão, portanto, temos que negociar'', defendeu.
Safra - Rodrigues esteve reunido ontem com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, tentando resolver um impasse interno: o plano de safra 2004/2005. Apesar das negociações já se arrastarem por mais de dois meses, o encontro não foi conclusivo. ''O ministro Palocci ficou de avaliar todos os pontos que os técnicos ainda não chegaram num acordo'', disse Rodrigues.
Um dos principais entraves do plano de safra é o volume de recursos pretendidos pela Agricultura. Durante a reunião, Rodrigues voltou a defender um aumento de 30% nos recursos destinados ao financiamento do custeio da safra deste ano. O objetivo do Ministério da Agricultura é ampliar de R$ 23 bilhões para cerca de R$ 28 bilhões os recursos disponíveis para custeio de safra.
Além disso, Rodrigues defendeu a necessidade da liberação de ao menos R$ 40 milhões do Orçamento de 2004 para a composição do fundo de equalização a ser criado a partir da regulamentação do seguro rural para os pequenos produtores do País. Sem esse aporte, a proposta ficaria inviabilizada, de acordo com o ministro.


